Polícia Federal deflagra operação contra tráfico internacional de drogas na Paraíba

Polícia Federal deflagra operação contra tráfico internacional de drogas na Paraíba

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (10), uma operação contra o tráfico internacional de drogas na Paraíba, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte. A Operação Aegir investiga uma quadrilha de tráfico internacional de drogas que infiltrava quantidades de entorpecentes em contêineres de terceiros já embarcados em cargueiros.

Além da Paraíba, são cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Norte. 

Na Paraíba, os mandados estão sendo cumpridos um mandado de prisão e um de busca e apreensão em João Pessoa. No Rio de Janeiro são 15 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão. No Rio Grande do Norte, estão sendo cumpridos dois mandados de prisão e três de busca e apreensão, em Natal.

As pessoas detidas haviam chegado à sede da PF no Rio de Janeiro, na Praça Mauá. A PF suspeita que funcionários do Cais do Porto estejam envolvidos no esquema.

Uma das estratégias do grupo consistia em "contaminar" contêineres de terceiros já lacrados pela Receita Federal.

O alvo eram contêineres legalizados de terceiros. A quadrilha localizava quais iriam para o destino desejado na Europa, onde os “infiltrados” esperavam a Receita Federal lacrar e liberar o contêiner para embarque. Com isso, os “pescadores” pegavam um barco e emparelhavam com o cargueiro do lado voltado para o mar, para não levantar suspeitas.

Depois os estivadores embarcados jogavam cordas para o barco e içavam a droga a bordo. Por fim, o lacre era rompido, e a droga, implantada, sempre em pequenas quantidades (20 kg).

A operação tem o apoio da Capitania Dos Portos, da Aeronáutica e da Receita Federal do Brasil.

O método com que a organização criminosa operava o tráfico internacional de drogas é o chamado “Rip-load (rip on) / Rip-off”, “içamento” ou “pescaria” que consiste, basicamente, em levar a carga de drogas para dentro de navios ancorados nos portos com a ajuda de uma pequena embarcação que se aproxima do seu bordo externo (voltado para o mar, e por isso fora visão dos funcionários em terra).

O nome da operação remete à mitologia nórdica. Aegir era o deus dos mares e oceanos. Ele era ao mesmo tempo cultuado e temido pelos marinheiros, pois estes acreditavam que ele aparecia na superfície para tomar homens e cargas e levá-los para seu salão no fundo do oceano.

 

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