Lava Jato sofre dois reveses às vésperas de completar cinco anos

Lava Jato sofre dois reveses às vésperas de completar cinco anos

O STF retoma nesta quinta-feira (14) o julgamento de um agravo se crimes relacionados a caixa dois devem ir para a Justiça Eleitoral ou federal. Se se confirmarem manifestações já dadas pelos ministros no passado, deverá permanecer a tese do relator de que crime de caixa dois é afeito à Justiça Eleitoral.

Marco Aurélio Mello e Alexandre de Moraes dizem que procuradores da Lava Jato fazem estardalhaço por algo que já é presente em decisões. O voto divergente até agora foi de Edson Fachin. Voto este também confuso. Fachin propõe desmembramento, mas nada indica que isso será seguido por ministros que votarão nesta quinta.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, admitiu que a mudança seria um golpe na Operação Lava Jato. O ministro Sergio Moro também defendeu que a Justiça Federal continue julgando esses tipos de crime e não a Justiça Eleitoral.

Os ânimos estão bastante acirrados, mas a tendência é que a Justiça Eleitoral julgue casos de caixa dois e crimes correlatos.

Acordo feito pela força-tarefa

O MP saiu desgastado em setores que apoiam a Operação Lava Jato. Diante da multa aplicada pela Justiça dos EUA pelos crimes do petrolão, a força-tarefa conseguiu que uma parte do valor permaneça no Brasil.

Os procuradores, em acordo, quiseram estabelecer onde ficaria este dinheiro.

Não é incomum que procuradores façam acordo deste tipo, mas o que chamou atenção foia criação de uma fundação para gerir esses recursos.

A própria Dodge ficou contra o pleito da força-tarefa da Lava Jato. A Câmara alegou inconstitucionalidade do acordo.

Com isso, a força-tarefa desistiu da criação da fundação, mas o saldo foi negativo para os procuradores e se criou a interpretação de que eles querem poderes maiores do que os que lhes são conferidos.

 

 

Jovam Pan