Governador quer prevenir chegada do óleo no litoral da Paraíba e não somente retirar material da areia

Governador quer prevenir chegada do óleo no litoral da Paraíba e não somente retirar material da areia

O governador João Azevêdo detalhou na manhã desta terça-feira (22) a forma de atuação do estado da Paraíba diante do risco de chegada do óleo ao litoral da Paraíba. Apesar de ser um dos estados menos afetados com o óleo, foi na Paraíba que foram feitos os primeiros registros, no fim do mês de agosto.

Como ainda persiste a possibilidade de as correntes marinhas trazerem de volta o óleo para o litoral paraibano, o Governo do Estado planeja, em conjunto com outros órgãos, estratégias de contingência para evitar uma tragédia ambiental. “Estamos pensando exatamente nisso, o que fazer, o que buscar no plano aéreo para identificar manchas ainda distantes da orla, o que fazer para proteger os corais”, detalhou.

João Azevêdo ainda afirmou que “nós não podemos nos limitar única e exclusivamente a retirar o material que chegar na areia. Nós queremos nos precaver com barreiras onde for possível. Evidentemente é impossível colocar 117 quilômetros de proteção em todo o nosso litoral. Entretanto, a gente sabe que alguns pontos mais sensíveis vamos ter que tomar uma atitude”.

De acordo ainda com o governador, “a primeira tarefa é justamente identificar quais são os pontos mais sensíveis que nós precisamos atuar primeiro. E esse comitê, que já existe, é coordenado pelo Ibama e pela Capitania dos Portos, vai poder propor medidas para a gente enfrentar essa questão”.

Participaram da reunião as Secretarias de Estado da Infraestrutura e do Meio Ambiente e da Comunicação Institucional, Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Gabinete Militar, Capitania dos Portos, 1º Grupamento de Engenharia, Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, Ibama, ICMBio e Petrobras, além das Prefeituras de Pitimbu, Conde, João Pessoa, Cabedelo, Lucena, Rio Tinto, Baía da Traição e Mataraca.

O governador João Azevêdo convocou os órgãos e instituições ligadas ao meio ambiente – estadual e federal –, para discutir a situação das manchas de óleo nas praias nordestinas e traçar estratégias de ações no caso da Paraíba ser atingida pelo problema.

 

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