‘Exploração em cima de homens corretos’, diz procurador de Justiça sobre vazamentos

‘Exploração em cima de homens corretos’, diz procurador de Justiça sobre vazamentos

O Procurador de Justiça, Francisco Sagres, comentou a respeito das reportagens do site The Intercept Brasil que revelou conversas entre o ex-juiz Sérgio Moro e o promotor de Justiça, Deltan Dallagnol. Em entrevista ao Sistema Arapuan de Comunicação, nesta segunda-feira (10), o procurador afirmou que vê as reportagens como “exploração em cima de dois homens corretos” e que nada vai mudar em relação ao processo.

“Vejo como uma exploração de algo que não mudará em nada. O juiz não fez nenhum juízo de valor com relação ao procedimento. Promotor e juiz conversarem acerca do processo não traz nenhum dano a investigação porque o juiz de fato e direito ele pode usar o processual como ato investigatório também. Vejo só uma exploração a nível do governo que se instalou que eu só vejo exploração que favorece ou busca favorecer muito a esquerda”, disse.

Para o juiz, essa é uma tentativa de levar o país a “degradação social, desordem social quando busca atacar dois homens probos, sérios, que têm compromisso com a República e com o povo brasileiro”, afirmou.

Vazamentos prejudicam a Lava Jato?

O juiz acredita que não há nada que possa prejudicar a operação, apenas “explorações inconsequentes e espúrias que não traz nada de importante. Estamos em busca de acabar com a criminalidade, corrupção, o povo não está vendo o que a esquerda fez no Brasil e a exploração em cima de homens corretos e sérios”, disse.

O procurador lembrou dos seus tempos no Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) afirmando que “não é brincadeira investigar, eu sei o que passei em função das ameaças, com pessoas contratadas para me matar, atacar minha família… esses homens vivem encarcerados em casa em função do trabalho brilhante que está fazendo com o povo brasileiro e se busca degradar a situação que nada, juridicamente e processualmente trará para o que aconteceu”

“Tanto o Ministério Público como o juiz também, é o normal e o processo criminal busca a verdade dos fatos”, concluiu.

Já a reportagem do Intercept afirma que “A Constituição brasileira estabeleceu o sistema acusatório no processo penal, no qual as figuras do acusador e do julgador não podem se misturar. Nesse modelo, cabe ao juiz analisar de maneira imparcial as alegações de acusação e defesa, sem interesse em qual será o resultado do processo. Mas as conversas entre Moro e Dallagnol demonstram que o atual ministro se intrometeu no trabalho do Ministério Público – o que é proibido – e foi bem recebido, atuando informalmente como um auxiliar da acusação”, afirma o Intercept.

 

 

 

Paraíba.com.br