Em debate presidencial morno, candidatos evitam confrontos

Em debate presidencial morno, candidatos evitam confrontos

No primeiro debate presidencial das eleições 2018os candidatos evitaram, na maior parte do tempo, o confronto direto. O encontro entre os presidenciáveis, promovido na noite desta quinta-feira pela TV Bandeirantes, 9, durou cerca de 3 horas e meia, e transcorreu em temperatura morna. A expectativa de que o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, fosse o principal alvo de questionamentos dos adversários não se confirmou. Dono da maior coalizão partidária, o tucano Geraldo Alckmin foi alvo de provocações dos rivais.

Bolsonaro lidera as pesquisas de intenção de voto nos cenários sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, mesmo preso e condenado na Lava Jato, foi oficializado como candidato do PT no fim de semana passado. A defesa tentou garantir sua presença no debate, mas os pedidos foram negados pela Justiça.

Além de Bolsonaro e Alckmin, participaram do debate Marina Silva (Rede),Ciro Gomes (PDT)Alvaro Dias (Podemos)Guilherme Boulos (PSOL)Henrique Meirelles (MDB) e Cabo Daciolo (Patriota).

Com um discurso mais técnico, candidato do PSDB, na maior parte das respostas, procurou citar dados de suas gestões em São Paulo, mas foi associado ao governo Michel Temer. Marina Silva criticou a aliança do PSDB com o Centrão, que integra a base da gestão do MDB. A ex-ministra disse que o governo é responsável pelas “mazelas e tem assaltado o povo”. “Isso é fazer mudança?”, questionou ela ao tucano.

Alckmin afirmou que, para sair do “marasmo”, é preciso aprovar reformas e que isso depende de uma “maioria” no Congresso. “Alianças são por tempo de TV, para se manter no poder. É a governabilidade com base no exercício puro e simples do poder”, disse Marina. “Política é um caminho para mudanças e alianças são necessárias para implementar mudanças”, respondeu o tucano.

O Bolsa Família, marca de gestões petistas, foi elogiado por Meirelles e por Alckmin, que prometeram aprimorar o programa de distribuição de renda. O tucano aproveitou o tema para dizer que vai investir na área social, principalmente no Nordeste, levando “água ao semiárido”.

 

 

MSN