Daniella fala de desafios de ser 1ª senadora da PB e revela tendência de voto para presidente

Daniella fala de desafios de ser 1ª senadora da PB e revela tendência de voto para presidente

A senadora eleita, Daniella Ribeiro (PP), foi a entrevistada desta segunda-feira (09) do programa Frente a Frente da TV Arapuan. Ela comentou as dificuldades para a eleição e os desafios de ser a primeira senadora da Paraíba, e uma das poucas mulheres no Senado. Ela também revelou a tendência de voto para presidente no segundo turno.  

Daniella apontou que fez uma campanha propositiva e que venceu pelo seu histórico e trajetória, apontando que não recebeu apoio de grandes figuras. Ela destacou que as mulheres tiveram um papel importante nas eleições, pois elas mostraram que entenderam que tem que ter representatividade.  

Primeira mulher no senado - A respeito de ser a primeira mulher paraibana no Senado (votada na Paraíba), Daniella destacou as pioneiras do Estado como Luiza Erundina e Fátima Bezerra que se elegeram por outros estados e apontou que não basta ser a primeira mulher, tem que fazer diferente e honrar os paraibanos.  

"Chego sem dependência de ninguém, tive apoio do meu irmão Aguinaldo Ribeiro, mas não fui apadrinhada por ninguém. Soubemos separar as coisas", disse apontando que os seus adversários tiveram o apoio de Ricardo Coutinho, no caso de Veneziano e Lula, Luiz Couto, mas não falou do senador Cássio Cunha Lima que tentava a reeleição, já que ele fazia parte da sua chapa. 

Voto para presidente - Daniella não declarou voto, afirmando que vai esperar a reunião do PP, mas apontou que a vice na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB), Ana Amélia, já declarou voto no candidato do PSL, Jair Bolsonaro.  

Apesar de não declarar voto, Daniella falou do seu posicionamento, como evangélica, sobre questões como aborto e 'ideologia de gênero'. Ela se defendeu afirmando que "não é uma questão religiosa, mas de valores" e falou que a questão da legalização do aborto já está tramitando no STF, afirmando que o discurso descriminalização é uma roupagem para a legalização. Ela disse também que já estão previstas na constituição as situações onde o aborto é permitido, mas não falou a respeito das propostas para a criminalização irrestrita que tramita no Congresso.  

Poucas mulheres no Senado - Daniella disse que vai ocupar seu lugar de forma tranquila, pois sempre foi minoria na Câmara de Campina Grande e também na Assembleia Legislativa da Paraíba. "A mulher se impõe sabendo que está ocupando o mesmo espaço que o homem, e é qualificada e preparada para isso", disse.
 
 


Marília Domingues