Vice-presidente do PT critica Dilma por veto a correção na tabela do IR

Vice-presidente do PT critica Dilma por veto a correção na tabela do IR

O vice-presidente do PT, Alberto Cantalice, criticou nesta quinta-feira (22) no Twitter o veto da presidente Dilma Rousseff a trecho de uma Medida Provisória (MP) que corrigia em 6,5% a tabela do Imposto de Renda de pessoas físicas. A correção havia sido aprovada em dezembro pelo Congresso, mas o governo queria que o índice fosse menor, de 4,5%

Se a lei tivesse sido aprovada, pessoas que ganham até R$ 1.903,98 ficariam isentas de Imposto de Renda. Atualmente, o teto de isenção é de R$ 1.787,77. O reajuste de 6,5% seria aplicado também nas demais faixas da tabela.

 

"O veto à correção da tabela do imposto de renda foi um erro. O que se tem, é criar novas alíquotas para taxar os cidadãos de alta renda", publicou Cantalice em sua conta no microblog Twitter.

Na justificativa para o veto, publicado na última terça (20) no "Diário Oficial da União", a presidente escreveu que a medida traria renúncia fiscal, ou seja, menos pessoas pagariam o imposto, sem indicação de meios para compensação.

Com a sanção imposta pelo governo, o Planalto deve insistir na correção de 4,5%, que equivale ao centro da meta oficial de inflação.

O ministro das Relações Institucionais, Pepe Vargas, que na terça tomou café da manhã com jornalistas, comentou o veto da presidente. Ele disse que a tendência é o governo enviar ao Congresso nova MP.

"O governo anunciou sua disposição que é o que cabe dentro do espaço fiscal que temos hoje, em um reajustamento em 4,5%. O Congresso mudou para 6,5%. Mas isso sempre foi assim. […] Sempre tem alguém que diz que o reajuste pode ser melhor. O espaço fiscal que temos é 4,5%, e o governo tende a encaminhar uma nova MP ao Congresso pedindo reajuste de 4,5% na tabela do IR, por agora, nos próximos dias, com certeza", afirmou o ministro.

 
 
 

G1