Vereador diz que prefeitura tem carro de luxo locado por quase 7 mil reais, no Vale do Piancó

Vereador diz que prefeitura tem carro de luxo locado por quase 7 mil reais, no Vale do Piancó
Durante entrevista concedida ao CatingueiraOnline, o vereador da cidade de Emas, Junior Rufino (PPS), fez duras críticas a atual administração emense, comandada pelo prefeito Segundo Madruga (PMDB).
 
O vereador iniciou a entrevista dizendo que o governo local deixa muito a desejar em suas ações. 
 
“O prefeito está administrando a prefeitura para ele e está deixando muito a desejar. Tenho visto muitos desmandos administrativos em Emas. Eu não consigo compreender como é que um prefeito tem uma renda mensal de 12 mil reais e ainda precisa se beneficiar de uma locação de um veículo no valor de R$ 6.700,00, mensal. São mais de 80 mil reais por ano, de um só veículo”, disse o vereador.
 
Junior continuou dizendo que muitas pessoas locam seus veículos a prefeitura e não recebem pela locação. “O gestor fechou o ano de 2013 devendo um milhão e meio de reais. Já em 2014, até junho, o município de Emas devia em torno de 660 mil reais(...)”, informou.
 
Rufino ainda foi mais fundo e disse que “a prefeitura de Emas não é uma boa credora”. “Muitos credores batem a porta da prefeitura atrás de receberem, e dá um trabalho danado para pagar. A prefeitura de Emas hoje não é uma boa credora e muitas pessoas têm reclamado, mas infelizmente isto é falta de planejamento e de gestão”, disse.
 
Já sobre a folha de pagamento da prefeitura de Emas, o vereador afirmou que no ano de 2013 o município ganhou um grande destaque negativo na imprensa nacional por conta do comprometimento de sua receita financeira com folha de pagamento. 
 
“Em janeiro de 2014, a prefeitura estava com 51 funcionários, entre os prestadores de serviços e os contratados, e em junho, este número subiu para 81, um aumento de 30 funcionários, aumentando assim, mais uma vez, a folha de pagamento, desta vez, em cerca de 30 mil reais mensais”, afirmou 
 
Já sobre a festa de João Pedro do município, o parlamento informou que em 2013 a prefeitura gastou em torno de 90 a 95 mil reais com o evento. “Só de fogos de artifícios foram 5 mil reais. Foram tantos fogos que sobraram. Já neste ano, a estrutura foi tão grande que a prefeitura foi obrigada a colocar o palco de lado da igreja, prejudicando até a estrutura do prédio e deixando muitos católicos revoltados”, disse.
 
O vereador continuou dizendo que o prefeito não sabe planejar. “Hoje nós temos uma única obra em que está sendo executada em Emas. Foi prometida uma estação elevatória, uma pista de caminhada, e nada destas obras chegarem, ficam simplesmente no papel por que faltam planejamento e gestão desta atual administração”, afirmou
 
Junior também criticou o conselho municipal de saúde de emas. “Emas têm mães de bebês que não conseguiram realizar uma única ultrassonografia. O Governo do Estado colocou através do pacto social um aparelho de ultrassom e eletrocardiograma, no entanto, esta gestão não tem competência de colocar para funcionar. Muitas mães carentes preferem pagar do seu próprio dinheiro exames de ultrassom do que esperar pela prefeitura”, finalizou.
 
De acordo com o Tribunal de Contas, a receita orçamentária da prefeitura de Emas, de Janeiro a Agosto de 2014, já ultrapassou 6 milhões e 600 mil reais, R$ 6.619.826,02, precisamente. Em 2013 este número chegou a mais de 9 milhões, (R$ 9.255.387,10).
 
Já a folha de pagamento da prefeitura emense chegou a R$ 395.888,58 em agosto deste ano, com um número de 323 funcionários.
 
No ano de 2013, o município de Emas ganhou um grande destaque negativo na imprensa nacional por ter um dos piores índices com gastos de pessoal DO PAÍS, conforme publicação do jornal “O Estadão”.
 
Segundo a pesquisa da Firjan, o problema da cidade é que com cerca de três mil habitantes, a mesma tem apenas 323 funcionários municipais, números do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, mas gasta com eles metade da receita. Em julho (de 2013), esses números foram de R$ 372 mil, ou 50,34% de tudo o que a prefeitura tem para gastar.
A prefeitura sobrevive das transferências correntes e não tem nenhuma receita própria. Em julho (de 2013), a prefeitura recebeu nessas transferências R$ 685.442,78, afirmou a reportagem
 
Do CatingueiraOnline