Veneziano se diz 'estarrecido' com esquema de compra de adesões na PB e afirma que vai divulgar possíveis beneficiados

Veneziano se diz 'estarrecido' com esquema de compra de adesões na PB e afirma que vai divulgar possíveis beneficiados

O ex-prefeito de Campina Grande e candidato a deputado federal pelo PMDB, Veneziano Vital do Rêgo, usou as redes sociais para se manifestar em relação a denúncia de que o prefeito da cidade de Caiçara, Cícero Francisco da Silva, teria se ‘vendido’ para aderir à candidatura do PSDB ao Governo do Estado.

Em sua página no Facebook, Veneziano se disse “estarrecido” com a denúncia de crime eleitoral. “Tomamos conhecimento, estarrecidos, dos porquês das adesões ao PSDB. Será que as populações dos respectivos municípios sabem e concordam com essas práticas? À frente, listaremos os possíveis beneficiados. Cobrem na eleição”, postou o ex-prefeito de Campina Grande.

O comentário de Veneziano foi feito depois que assessoria jurídica da coligação “A Força do Trabalho” protocolou, junto a Polícia Federal, denuncia sobre esquema de corrupção nas eleições da Paraíba. O esquema foi descoberto a partir de uma gravação e envolve compra de apoio político promovido pela coligação “A Vontade do Povo”, encabeçada por Cássio Cunha Lima; o presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Marcelo (PEN); o prefeito Cícero Francisco da Silva; o vice-prefeito da cidade e quatro vereadores da região.

Segundo um dos advogados da coligação “A Força do Trabalho”, Celso Fernandes, a gravação cita nomes de diversas lideranças políticas. “A gravação é contundente, cita nominalmente as pessoas da coligação adversária e cita nominalmente valores de R$ 200 mil e de R$ 600 mil. Os valores pagos pelo suposto apoio tem sido depositado na conta de laranjas, afirmou o advogado durante entrevista coletiva concedida da sede da Associação Paraibana de Imprensa (API), em João Pessoa.

“O primeiro passo é da Polícia Federal, porque compete a PF intimar os envolvidos para que prestem declarações. É requerido também que seja aberto um inquérito policial federal por crime eleitoral e que seja remetido imediatamente ao Ministério Público Eleitoral também para a propositura de ação de investigação judicial eleitoral”, acrescentou Celso Fernandes.

 

Assessoria