Vaccari, Duque e Góes ficam calados em depoimentos à Justiça Federal

Vaccari, Duque e Góes ficam calados em depoimentos à Justiça Federal

Os réus da Operação Lava Jato João Vaccari Neto, Renato Duque e Mário Góes ficaram calados em depoimentos diante do juiz federal Sergio Moro nesta sexta-feira (17), em Curitiba.

Os três são investigados por crimes de desvio e lavagem de dinheiro na Petrobras. Todos estão detidos no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, foi preso na 10ª fase da Lava Jato. Ele é apontado pelo delator Pedro Barusco como o chefe do esquema de desvios da área de serviços da estatal.

 Há indícios, de acordo com Moro, de que ele ainda mantém contas correntes no exterior, em que guarda o dinheiro sujo.

Vaccari, ex-tesoureiro do PT, é suspeito de operar o esquema, possivelmente desde 2004, conforme a Justiça Federal. Preso na 12ª fase da operação, ele também é acusado de determinar que parte das propinas pagas por empreiteiras fosse destinada a uma gráfica sediada em São Paulo. O valor pode chegar a R$ 2,5 milhões.

Góes se entregou à Polícia Federal (PF) em 8 de fevereiro, depois de ser considerado foragido na 9ª fase da operação. Para a Justiça, ele é um dos operadores financeiros do esquema de pagamento de propina envolvendo a Arxo.

O advogado de Duque, Alexandre Lopes, afirmou que não havia "utilidade" de seu cliente se manifestar para "um juiz que já o condenou, mesmo sem ter proferido uma sentença".

"Não vejo utilidade de ele falar hoje, se já está condenado. É essa a nossa percepção pelas próprias atitudes do juiz. Nós já levantamos a suspeição dele no processo. Ele é, processualmente, incompetente para julgar a causa. Nem era a vontade dele [Duque], mas a defesa preferiu que ele não falasse", explicou Lopes.

De acordo com o advogado de Duque, Moro deu prazo de cinco dias para as defesas apresentarem requerimentos, que serão analisados para que alguma diligência seja deferida ou não. Depois disso, o processo segue para a fase de alegações finais e sentença. Os advogados de Vaccari e Góes não quiseram comentar o silêncio dos réus.

 

 

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