Vaccari diz que ficará calado em CPI e pede para STF suspender acareação

Vaccari diz que ficará calado em CPI e pede para STF suspender acareação

  O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, investigado na Operação Lava Jato e preso desde abril, enviou documento ao Supremo Tribunal Federal (STF) para informar que ficará calado durante a acareação com o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, marcada na CPI da Petrobras para esta quinta-feira (9). Vaccari

Na segunda (6), Pedro Barusco pediu a suspensão porque argumentou que o câncer ósseo piorou e que ele não tem condições de participar da sessão. A decisão sobre o pedido ainda será dada pelo ministro Celso de Mello, que está de plantão nesta semana durante o recesso do Judiciário.

Dentro do pedido de Barusco para suspender a acareação, Vaccari informa que, como usará o direito constitucional de ficar calado, "o ato de acareação propriamente dito, na verdade não se realizará".

"Considerando que este Habeas Corpus se destina à busca da dispensa do paciente Pedro Barusco daquele ato, o declarante se apresenta, para adiantar a V. Exa., que face à obtenção de liminar concedida em Habeas Corpus de nº 129.213, que o mesmo se manterá em silêncio, fazendo uso de sua garantia constitucional para tal", diz a peça.

O ex-tesoureiro afirma que, com a suspensão da acareação, o Supremo evitaria despesas desnecessárias para os cofres públicos com o transporte dele, que está preso em Curitiba.

"Assim, no intuito de colaborar com V. Exa., para a decisão neste feito, presta tais informações, uma vez que o ato de acareação propriamente dito, na verdade não se realizará e a dispensa do Sr. Pedro Barusco cancelará a sessão, evitando-se, assim, despesas desnecessárias de transporte das partes até Brasília."

 

 

 

G1