Tudo pela metade. Falta até vaso nos banheiros dos estádios. Um fiasco?

Tudo pela metade. Falta até vaso nos banheiros dos estádios. Um fiasco?

Não tem mais jeito. A pouco mais de duas semanas para o início da Copa, a Fifa já não tem mais esperanças: vários estádios serão palco de jogos sem estar totalmente prontos.

Eis a lista de abacaxis que o torcedor que pagou caro pelo ingresso verá nas arenas, além das partidas: falta de pisos, azulejos, pias e até privadas nos banheiros; paredes sem pinturas, entulhos de obras etc.

A própria Fifa está tocando a obra em alguns estádios mais problemáticos, como o de Curitiba e Natal.

A 20 dias do início da Copa do Mundo, tudo indica que o torneio terá início sem que todas as obras previstas para sua realização fiquem prontas. Seja no entorno ou nas vias de acesso aos estádios, há atrasos em todas as cidades-sede do Mundial.

No Rio de Janeiro, os 39 km de corredores de ônibus da chamada Transcarioca ainda não estão prontos. A via vai ligar a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional Tom Jobim. As obras começaram há três anos e a previsão de entrega é para o dia 1° de junho. Das 45 estações previstas no trajeto, apenas três estarão funcionando durante a Copa do Mundo. A estação de metrô Maracanã, que dará acesso direto ao estádio, também não ficou pronta.

Em Brasília, o entorno do estádio Mané Garrincha ainda é um canteiro de obras, com muita coisa por terminar. Parte do estacionamento nem foi asfaltada ainda e a calçada que deveria ligar o estádio aos hotéis próximos ainda está sendo construída.

Em Fortaleza, a reforma da avenida que liga a rede hoteleira ao estádio do Castelão, com a construção de três túneis e um viaduto só ficará pronta após o Mundial. Porto e aeroporto também não foram finalizados. Por onde o turista desembarcar, irá se deparar com obras inacabadas.

Em Belém, todas as obras de mobilidade estão atrasadas. Em Curitiba, a cidade e o estádio parecem um canteiro de obras. Em Manaus, o saguão do aeroporto está em obras. A previsão é que tudo fosse concluído em dezembro do ano passado.

No aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, as obras que deveriam ser entregues foram paralisadas ou tiveram prazo para entrega prorrogado. O investimento incial previsto era de R$ 238 milhões, mas o valor atualizado já atinge a marca de R$ 430. Quase o dobro.

Em São Paulo, o entorno do Itaquerão é um verdadeiro canteiro de obras com calçadas inacabadas e ajustes por fazer no acesso ao estádio. Mas não é só o entorno que preocupa. As obras das arquibancadas provisórias ainda não estão prontas.

Em Pernambuco, as obras de mobilidade estão atrasadas, deixando os torcedores receosos. Nenhuma das paradas do BRT está em funcionamento. Em Porto Alegre, dez obras de mobilidade estão atrasadas. Em Salvador, o metrô será entregue a dois dias do primeiro jogo na capital baiana. Em Cuiabá, são 56 obras em execução, a maioria de mobilidade urbana. Mas somente a Arena Pantanal estará completamente concluída durante o Mundial.

Em Natal, o entorno da Arena das Dunas preocupa. A prefeitura diz que as obras estão 90% concluídas. As reformas nas calçadas são as mais atrasadas. Apenas 8% dos serviços estão finalizados.

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