Trócolli diz que pode ser elo entre governo e dissidentes do PMDB e destaca: ‘política é cíclica’

Trócolli diz que pode ser elo entre governo e dissidentes do PMDB e destaca: ‘política é cíclica’

Recém chegado à bancada governista na Assembleia Legislativa, o deputado estadual, Trocolli Júnior (PMDB), afirmou que não condicionou sua adesão a cargos, mas sim que a conversa com o governador Ricardo Coutinho (PSB) se manteve relacionada a obras e fala em política de alianças para eleições de 2016.


De acordo com Trócolli, foi falado com Ricardo Coutinho sobre o Centro de Reabilitação de Dependentes Químicos, onde ele (Trócolli) se comprometeu a ir à Brasília para buscar recursos para essa questão. Além disso, Trócolli também falou da dragagem do Porto de Cabedelo, da ponte que liga Cabedelo a Lucena e de segurança pública: “80% dos crimes tem envolvimento com droga, ou tráfico ou consumo. Foi o primeiro assunto que tratamos”, destaca.


Trócolli lembrou que ainda existem dissidências no PMDB como o deputado estadual Raniery Paulino e o deputado federal Manoel Júnior. Sobre Raniery, Trocolli afirmou que o correligionário é um homem digno e merece seu respeito, já sobre Manoel Júnior, o peemedebista afirmou que ele foi seu deputado em João Pessoa e em vários outros municípios e destacou apenas que “muita coisa ainda vai caminhar, meu intuito é trabalhar”.


Para o deputado, sua amizade com Manoel Júnior jamais será rompida. Ele afirmou que tem uma dívida de gratidão e que o colega foi “corretíssimo” com ele. Trócolli ainda traçou um histórico de alianças na Paraíba, lembrando que o atual líder do governo na Assembleia, deputado Hervázio Bezerra (PSB) era o maior inimigo de Ricardo, enquanto Ricardo Barbosa, que foi secretário de Coutinho e agora é deputado da base, chegou a ser vice de Cássio Cunha Lima (PSDB), enquanto Gervásio Maia (PMDB) que hoje também é base de Ricardo, tinha divergência com o governador até o final da legislatura passada.


“A política é cíclica. É um estudo filosófico. Com quem Ricardo se elegeu em 2010? Cássio! Contra José Maranhão (PMDB), e eu fiquei do lado de Maranhão. Em 2014, com quem estava no segundo turno com Ricardo? José Maranhão, contra Cássio e eu estava com Cássio”, lembra.


Sobre a possibilidade de trazer os dissidentes para a base, Trocolli apontou que se dispõe a ser ponte de qualquer construção, mas desconversou afirmando que quer mesmo é construir a que liga Cabedelo a Lucena.


O deputado apontou ainda que já foi eleitor da família Cunha Lima muitas vezes, mas que o senador Cássio está cuidando de seu mandato, enquanto ele (Trócolli) cuida de sua vida na Paraíba. “Temos respeito e independência para tomar as decisões que acharmos convenientes e melhores para as pessoas que acreditam no meu quinto mandato consecutivo, não acredito em uma eleição sem uma boa aliança. Defendo alianças e um ano e meio antes da eleição se perguntar com quem não dá para falar”, afirmou apontando que se o partido tiver condições para sair em candidatura própria, sairá. Questionado sobre o nome de Manoel Júnior, Trócolli apenas questionou: “Por que não?”.


“Só se ganha eleição na Paraíba, em João Pessoa, Campina Grande e nas maiores cidades se fizer uma política competente de alianças”, arrematou.

 
 
 
 
 


Marília Domingues