Trigêmeos prematuros nascidos em Patos se recuperam bem recebendo cuidados no alojamento Mãe-Canguru

Trigêmeos prematuros nascidos em Patos se recuperam bem recebendo cuidados no alojamento Mãe-Canguru

As trigêmeas Maria Clara Fernandes de Sousa, Maria Eduarda e Maria Heloísa, que nasceram na Maternidade de Patos, prematuras, de uma gestação de 29 semanas, no dia 15 de outubro,  já receberam alta da UTI, duas delas passaram pela UCIN e agora, fora de perigo, ganham peso e resistência no alojamento Mãe-Canguru junto de sua mãe, a dona de casa Erilane Fernandes Ferreira. Elas permaneceram sob os cuidados da equipe de intensivistas da UTI Neo da Maternidade Dr. Peregrino Filho, de Patos durante 22 dias. Para a realização do parto, a maternidade mobilizou 10 profissionais, que atuaram sob a coordenação do obstetra Dr. Odir Pereira Borges Filho, diretor geral da unidade.

Informações do Serviço Social da Maternidade, baseadas no prontuário desta terça-feira (17), das três recém-nascidas, mostram que houve uma evolução no quadro clínico delas, inclusive com ganho de peso gradativo. Maria Clara Fernandes de Sousa,  que nasceu com 1.095g, está pesando 1540g. Maria Eduarda, a segunda a nascer evoluiu de 770g para 1.416g e Maria Heloísa que pesava 950g no dia do nascimento hoje está com 1.341g. Maria Eduarda e Maria Heloisa se recuperaram mais rápido e Maria Clara foi a que inspirou maiores cuidados, mas, graças a tecnologia, aos profissionais e ao atendimento especializado que recebeu na Maternidade conseguiu evoluir e ficar fora de perigo.

Enquanto permaneceram na UTI, as três recém-nascida receberam medicação intravenosa por cateter umbilical, além de antibióticos, para evitar infecções, e soro venoso, para estabilizar a parte hemodinâmica. Segundo o pediatra Fabrício Bezerra Formiga, as recém-nascidas, tiveram toda a assistência necessária na Maternidade de Patos, tanto na UTI, depois na UCIN e agora na Mãe-Canguru. “Atualmente, temos as mesmas condições, sejam de equipamentos, medicamentos, estrutura e material humano, de atender recém-nascidos prematuros das maternidades de Campina Grande e João Pessoa e isso é fruto do esforço do governo do estado de descentralizar o atendimento de saúde, dotando as unidades do interior com condições de prestar assistência em casos mais delicados como esse”, destaca Dr. Fabrício, lembrando que a Peregrino Filho é referência no sertão, inclusive, para atendimento de gravidez de alto risco.

O diretor da Maternidade de Patos, Dr. Odir Pereira Borges Filho, reforça que  se o atendimento em casos de prematuridade e baixo peso não for feito em unidades com capacidade para atender casos de alto risco, a mortalidade de recém-nascidos tende a ser grande. “O atendimento nesse tipo de caso é complexo, por isso a disponibilidade de pessoal qualificado, equipamentos e medicamentos faz toda a diferença nos índices de desenvolvimento e sobrevivência de bebês prematuros. Onde não há disponibilidade de uma assistência mais complexa, os índices de mortalidade normalmente são altos”, afirma o médico, lembrando que neste dia 17 se comemora o Dia Mundial da Prematuridade e que as três Marias, da Sra. Erilane Fernandes Ferreira, são um forte exemplo de que cuidados especiais fazem toda a diferença para a sobrevivência de um prematuro.

 

 

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