Trauma contesta nota do CRM e garante que recisão com Coopanest não prejudicou escala de plantões

Trauma contesta nota do CRM e garante que recisão com Coopanest não prejudicou escala de plantões

O diretor do Hospital de Emergência e Trauma, Edivaldo Benevides, concedeu entrevista ao Portal Paraíba na manhã desta sexta-feira (25) e contestou a nota divulgada pelo Conselho Regional de Medicina que apontava falta de anestesiologistas no Trauma.

“Não concordamos com a nota no sentido que diz que a situação está periclitante e que o paciente está correndo risco. Isso a gente não concorda de maneira nenhuma, apesar do respeito que temos pela instituição”, explicou.

Benevides apontou diversos argumentos para afirmar que o atendimento no Trauma não está precário, pelo contrário, o número de procedimentos cirúrgicos até chegou a subir. O diretor confirmou que existem médicos de outros estados que estão compondo o quadro, mas garante que isso não está atrapalhando o cumprimento dos plantões e nenhum paciente está ficando na mão.

“Tivemos dificuldade de composição, mas nós ampliamos os serviços com a saída da Coopanest (Cooperativa de Anestesiologistas da Paraíba)”, aponta Benevides e cita o Htop, outro unidade hospitalar sob a direção do Trauma, como exemplo. “Não tínhamos conseguido iniciar as cirurgias lá em virtude da negativa da Coopanest de estabelecer um contrato conosco, já por conta dessa expectativa de rescisão. Hoje fazemos de 4 a 6 cirurgias eletivas no Htop e continuamos com as cirurgias de emergência e eletivas no Trauma”, disse.

Benevides afirmou que “foi feito um convite individual, pessoal, para todos os médicos que eram componentes da Coopanest para fazer um contrato com o Hospital de Trauma em regime individual por regime seletista, SLT. De todos os 54 médicos que compunham a escala do Trauma, apenas 6 médicos aceitaram contrato individual. Em virtude disso tivemos que contar com a preceptoria da residência médica, que tem anestesistas diariamente, contando ainda com os médicos de fora temos de 4 a 5 médicos de dia, e de 3 a 4 no período noturno. Sem em nenhum momento haver dano a paciente”.

Além disso, Benevides afirmou que dos 64 concursados do Governo, apenas 8 ou 10 devem vir para o Trauma, já que o concurso atende todos as 33 unidades hospitalares gerenciadas pelo Governo do Estado.
 


Pedro Callado