Trabalhadores da Paraíba realizam atos contra a terceirização e ajuste fiscal

Trabalhadores da Paraíba realizam atos contra a terceirização e ajuste fiscal

Trabalhadores realizam na manhã desta sexta-feira (29) na Paraíba, um protesto contra o projeto da terceirização e a medida provisória 664, que muda as regras para a concessão do auxílio-doença e pensão por morte, e contra a Medida Provisória 665, que dificulta o acesso ao abono salarial e ao seguro-desemprego. O ato é uma chamada nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e faz parte das atividades do Dia Nacional de Paralisação.

Em João Pessoa, a concentração da manifestação começou por volta de 9h no Parque Solon de Lucena. De 11h o grupo seguiu em marcha pelas ruas da capital. Segundo a Polícia Militar, cerca de 200 pessoas participam da manifestação, dentre eles, estão servidores dos Correios, das prefeituras de Santa Rita e Bayeux, assistentes sociais, professores da Universidade Federal da Paraíba, entre outras categorias e entidades. 

No Porto de Cabedelo, as atividades estão paralisadas, membros da CUT bloquearam a entrada de acesso de distribuição do porto e uma fila de caminhões se forma no local. 

Em Campina Grande e cidades do sertão, os professores da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) também integram o movimento. Além deles, estão paralisados os técnico-administrativos e os trabalhadores terceirizados da UFCG, que iniciam hoje uma greve por tempo indeterminado.

De acordo com o presidente da CUT-PB, Paulo Marcelo, tanto o projeto de lei quanto as medidas provisórias são retrocessos na conquista histórica dos trabalhadores e a manifestação é uma oportunidade para chamar a atenção da sociedade contra as medidas de austeridade do Congresso.

“Toda essa luta e mobilização é articulada com a intenção de pressionar os parlamentares e mostrar para a sociedade que não iremos avançar em nada, se não mostrarmos que estamos fortalecidos e lutando pelos nossos direitos”, explicou Paulo. 

Segundo a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), o objetivo da marcha é pressionar o governo a barrar mudanças que possam diminuir direitos trabalhistas.