Tovar diz que TCM custaria R$ 90 milhões aos cofres públicos e Hervázio rebate: ‘está a serviço de alguém’

Tovar diz que TCM custaria R$ 90 milhões aos cofres públicos e Hervázio rebate: ‘está a serviço de alguém’

Situação e oposição continuam divergindo quanto a instalação do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) na Paraíba. Desta vez a discussão se concentrou entre o oposicionista, Tovar Correia Lima (PSDB) e o líder do governo na Assembleia Legislativa, Hervázio Bezerra (PSB).

Tovar afirmou que o TCM custaria aos cofres públicos R$ 90 milhões, já Hervázio rebateu e afirmou que o deputado não tem conhecimento técnico sobre a matéria e estaria a “serviço de alguém”.

O tucano afirmou que foi buscar no Tribunal de Contas do Estado que estaria confeccionando um material para esclarecer a sociedade acerca da implantação do TCM, além de afirmar que estudou os TCMs de outros estados afirmando que todos eles são anteriores à Constituição e pelo menos dois estudam a fusão com o TCE. Ainda de acordo com o deputado R$ 70 milhões seriam destinados apenas para o pagamento da folha de pessoal de conselheiros, auditores e procuradores. Ele também afirmou que já havia tomado conhecimento das declarações de Hervázio.

“Não adianta dizer que vão dividir o TCE (para implantação do TCM) porque os salários conquistados pelos concursados no TCE não vão diminuir se cortado for o recurso não teria condições de pagar os salários”, afirmou e lembrou também outro princípio que trata da impossibilidade de um concursado do TCE sair do Tribunal para ir para o TCM.

Já Hervázio afirmou que esta discussão é um filme reeditado e criticou as postagens em redes sociais. “Se postando sobre algo que não existe, para que exista não é preciso vontade de um deputado a favor e um contra. Nem o governador por chegar a criar sem que a Assembleia se manifeste. Tovar vem usando toda a mídia, falando de orçamento, milhões, com todo o respeito, mas ele tecnicamente não conhece nada a não ser aquilo que pedem para que ele venha a dizer”, criticou.

Tovar rebateu apontando que não esconde de ninguém seu parentesco com um dos conselheiros (Fernando Catão) de quem é genro, mas afirmou que é contra a implantação porque vai causar despesa em tempos de crise e aproveitou para alfinetar a bancada de situação: “Quem talvez não tenha qualificação técnica ou conhecimento é a bancada de situação que quer apenas os empregos”, afirmou.

Para Hervázio com a criação do TCM, haverá uma fiscalização mais intensa e permanente nas prefeituras. “O que existe hoje é uma reprovação enorme de contas e pode ser evitada”, concluiu. 

 


Marília Domingues / Fernando Braz