Torres afirma que Fernando Catão deveria alegar “suspeição”. ‘Ou ele pensa que é Deus’

Torres afirma que Fernando Catão deveria alegar “suspeição”. ‘Ou ele pensa que é Deus’

Para o secretário estadual de Comunicação, Luis Torres, o conselheiro Fernando Catão – ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado – jamais deveria ter prestado informações a Justiça Eleitoral. Segundo denúncia protocolada no TRE nesta terça-feira (7), Catão teria autorizado o envio de um relatório supostamente “falso” a Corte Eleitoral informando sobre a contratação de servidores pelo governo estadual no período da campanha eleitoral de 2014.

O referido documento faz parte de uma ação eleitoral da coligação “A Vontade do Povo”, representada pelo então candidato Cássio Cunha Lima; objeto de um processo que poderá ser julgado em breve pelo TRE. Para Luiz Torres, o conselheiro Fernando Catão deveria alegar suspeição, “pois como é do conhecimento de todo, ele (Catão) é tio de Cássio...”.

“ [...] Ou Fernando Catão pensa que é Deus”, complementou o secretário Luis Torres durante entrevista concedida ao programa Rádio Verdade, do Sistema Arapuan, no momento em que a ação chamada de Incidente de Falsidade era protocolada no Tribunal Regional Eleitoral.

Por ser tio do senador Cássio, então candidato a governador na campanha passada, “o conselheiro (Fernando Catão) pode ter atuado de forma diferenciada em outros processos com origem no Tribunal de Contas”, desconfia o secretário.

 

Equívoco

 

O advogado Marcelo Weick – acompanhou Fábio Brito no momento do protocolo do Incidente de Falsidade – disse que a fundamentação que a coligação representada pelo senador Cássio “não existe e se há um grande equívoco ele está neste processo”.

No entendimento de Weick, “equívoco porque a quantidade de 40 mil servidores em 2014 inexiste e não trata dos anos anteriores”. Estranhou porque um órgão como o Tribunal de Contas, “que goza de fé pública não poderia estar cometendo equívocos desses”, concluiu.

 

 

 

Redação