Tiro que matou bacharel em direito na PB não foi acidental, aponta laudo

Tiro que matou bacharel em direito na PB não foi acidental, aponta laudo

Érika Vanessa foi baleada no rosto pelo namorado e morreu dias depois.
Laudo apresentado nesta terça-feira (13) contraria versão do acusado.

O Instituto de Polícia Científica (IPC) entregou nesta terça-feira (13) o laudo dos exames que foram realizados no corpo da bacharel em direito Érika Vanessa de Sousa Lira, de 31 anos.

Érika Vanessa foi atingida por um tiro no rosto, dentro do apartamento em que morava, no bairro do Bessa e morreu dias depois, após um período de internação na UTI do Hospital de Trauma de João Pessoa.

O documento entregue à titular da Delegacia de Crimes contra a Pessoa da capital, Roberta Neiva, contraria a versão de José Itamar Montenegro, 38 anos, acusado do crime e namorado da vítima, segundo o qual o disparo que causou a morte teria sido acidental. A delegada encaminhou o laudo para o Ministério Público.

De acordo com os exames, Érika Vanessa, foi atingida por um tiro de revólver calibre 38, à distância e horizontalmente, da esquerda para a direita. Para a delegada Roberta Neiva, o laudo confirma que o tiro não foi acidental, como apurado nas investigações realizadas pela Polícia Civil.

“Em depoimento à Delegacia de Homicídios, na presença de advogados, José Itamar, que também é bacharel em Direito, informou que ele e Erika Vanessa estariam em uma discussão, quando caíram na cama e ela teria tentado pegar a arma, causando um disparo acidental. Os exames não confirmam isso. Na verdade, contrariam a versão dele, pois o tiro foi disparado a mais de um metro de distância da vítima, de acordo com o que apuramos nas investigações sobre o fato de ele ter sido proposital”, frisou a delegada.

Ela também ressaltou que a conclusão médico-legal deixa claro que a causa da morte de Érika Vanessa foi o tiro, e que outros exames realizados no apartamento da vítima ainda estão em andamento.

Ainda no período da tarde, o Ministério Público denunciou José Itamar pelo crime de homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima. Ele continua detido na sede do 5º Batalhão de Polícia Militar, no Valentina, por cumprimento de mandados de prisão preventiva pelo homicídio de Érika e também pelo crime de atentado violento ao pudor mediante fraude, cometido contra uma criança de três anos.