Tião diz que não quer ser líder de RC e alfineta Cássio

Tião diz que não quer ser líder de RC e alfineta Cássio

 

O deputado Tião Gomes (PSL) negou hoje (01) que tenha pretensões de assumir a liderança do governo na Assembleia Legislativa da Paraíba. O parlamentar admitiu que gostaria de ser o presidente da Casa, mas argumentou que aceitou o que seria melhor para o grupo.  "Nunca quis nem vou querer ser o líder. Não tenho tempo para assimilar problemas dos outros". 

- Eu sou de grupo. Desde o começo que eu acreditei no governo de Ricardo e o defendi de forma decente. A Assembleia que foi desses quatros anos prejudicou muito o governo de Ricardo. A trajetória de Ricardo mostrou que a Assembleia estava errada. 

O deputado afirmou que o momento atual, com as alianças entre PT, PMDB, PSB e PSL é importante e que o senador Cássio Cunha Lima precisa ficar atento ao que chamou de "novo tempo" na política da Paraíba. 

- Ou Cássio se molda ao novo tempo, ou ele fica lá trás.

Questionado sobre o número de votos necessários para eleger para Adriano Galdino e Gervásio Maia para a presidência da AL, Tião revelou que está garantido.
 
- Não tenho dúvidas, tanto Adriano como Gervásio. A sincronização de Adriano com Gervásio é muito boa, os membros que participarão da primeira Mesa, não participarão da segunda. Não houve briga por cargos e o governador não está conduzido a eleição da Mesa, mas está olhando, porque precisa. Nós construímos essa questão da Assembleia de forma democrática.
 
Em relação às denúncias que fez contra a administração de Ricardo Marcelo na AL, Tião Gomes voltou a sustentar as declarações de privilégios em  alguns Gabinetes e disse que esse fato o prejudiciu na escolha para a Mesa Diretora.
 
- Um dos motivos pelo qual eu não logrei êxito para ser o preferido para administrar a Casa Epitácio Pessoa foi esse. Cabe aos órgão competentes fiscalizar. Algumas das denúncias que eu fiz não foram apuradas. Cabe ao presidente defender-se. Eu não me arrependi em nenhum momento, pois eram oportunas e mereciam ser discutidas dentro da Assembleia.
 
A entrevista foi concedida a rádio Arapuan FM.