Tendência é Itaporanga aumentar ainda mais despesas com coleta e destinação do lixo

Tendência é Itaporanga aumentar ainda mais despesas com coleta e destinação do lixo

Desde o último dia 17, o destino do lixo de Itaporanga tem sido um aterro sanitário particular no município de Piancó. O contrato com a empresa Emlurp, responsável pelo aterro, é de um ano e tem um custo mensal de 32 mil reais.

Mas a Emlurp diz que esse valor foi com base em 24 toneladas diárias de lixo, no entanto, segundo ela, hoje estão sendo destinadas cerca de 30 toneladas de rejeitos para o aterro, seis toneladas a mais do que o previsto, o que acarretou prejuízo à empresa, conforme seu proprietário, “mas o contrato será mantido, e terá que ser reajustado, quando de sua renovação, de acordo com o quantitativo real de lixo produzida pela cidade”, comentou o dono da empresa, o advogado Remígio Júnior.

Além do aterro, a Prefeitura também locou dois carros coletores da empresa, ao custo de 13 mil reais cada um. Esses veículos, junto com mais um da Prefeitura, fazem a coleta dos resíduos sólidos por toda a cidade e o transporte dos rejeitos até o aterro sanitário, a mais de 30 quilômetros. De acordo como empresário, o valor da locação dos carros, alugados por um contrato emergencial de três meses, também deverá sofrer reajuste pela mesma razão: a quantidade de lixo acima da inicialmente estimada. No geral, isso vai acarretar um aumento ainda mais expressivo nas despesas municipais com coleta e destinação dos resíduos.

A contratação do aterro tornou-se necessária depois que a Prefeitura foi notificada pela Sudema (Superintendência de Administração do Meio Ambiente) a acabar o lixão que mantinha do sítio São Pedro. O município passou a dar uma destinação correta aos seus resíduos, mas, pelo outro lado, aumentou muito a despesa: a locação da área onde estava situado o lixão era de 5 mil reais por mês, e, com o aterro, esse custo cresceu mais de 11 vezes.

Esse gasto, embora hoje necessário, poderia ter sido evitado se as sucessivas administrações municipais tivessem encarado o problema do lixo de frente e construído um aterro sanitário público, mas a falta de planejamento impossibilitou isso. Hoje a Prefeitura tenta viabilizar um consórcio com outros municípios para a construção de um aterro regional, mas ainda não há nem previsão de quando isso será concretizado

 

Folha do Vale