Tendência de RC é subir nas pesquisas e de Cássio é cair, aponta analista e destaca: 'Cássio tem muito a explicar à PB'

Tendência de RC é subir nas pesquisas e de Cássio é cair, aponta analista e destaca: 'Cássio tem muito a explicar à PB'

A tendência é que à medida que a campanha e os programas eleitorais comecem, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) tende a perder fôlego, é a opinião do cientista político, Flávio Lúcio. Assim como o governador Ricardo Coutinho (PSB) tem um potencial ainda a ser explorado que permite a ele um aumento no seu percentual.

Para o cientista, os números de Cássio foram positivos devido aos três anos que passou como ‘aliado’ de Coutinho. Se por um lado a oposição não o atacava na expectativa de um rompimento com o socialista, o governo também não fazia nenhuma crítica na expectativa de manter a aliança. Esses fatores contribuíram para a imagem de Cássio, já que todos estavam evitando confronto com ele ‘apostando no futuro’.

Flávio Lúcio destacou que essa ‘posição confortável’ acabou e já estão começando as críticas. Com isso, Cássio se torna o alvo preferencial tanto do governador, quanto da oposição. “E ele tem muito a explicar à Paraíba em relação ao seu governo e sobre questões nacionais, como o apoio a Aécio Neves”, diz.

Quanto ao governador, que apareceu com 23%, (lembrando que Coutinho já declarou em entrevistas que não está em campanha ainda, ao contrário do tucano que faz uma campanha mascarada nas regionais para ‘decidir’ se o partido teria candidato próprio ou continuaria a aliança com o PSB), há um potencial de crescimento para polarizar com Cássio. O cientista destacou que Coutinho pode explorar o eleitorado grande que tem em João Pessoa, já que foi prefeito da cidade, e isso deve permitir um aumento potencial nas próximas pesquisas.

Já o ex-prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rego (PMDB), que ‘vem correndo por fora’, ostenta 11%. Para Flávio Lúcio, o peemedebista tem dois desafios: um é conseguir convencer o eleitor, principalmente de João Pessoa, de que os últimos meses de sua gestão na prefeitura não expressam os oito anos, já que saiu da prefeitura coberto de críticas e o segundo desafio é mostrar algo novo, original, que possa ser mudancista na Paraíba. 


Marília Domingues