Temer pede ao TSE para se defender separadamente de Dilma no tribunal

Temer pede ao TSE para se defender separadamente de Dilma no tribunal

A assessoria do vice-presidente Michel Temer informou nesta quarta-feira (13) que os advogados dele pediram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para fazer a defesa separadamente de Dilma Rousseff em ações em curso no tribunal.

A chapa Dilma-Temer na eleições de 2014 é alvo de contestações na corte. A oposição pede a impugnação da chapa e a cassação do mandato dos dois. Em uma dessas ações, por exemplo, o PSDB alega que houve abuso de poder econômico por parte da chapa.

O pedido ocorre em meio ao momento de maior desgaste na relação entre Temer e Dilma desde que eles chegaram ao poder, em 2011. Na última segunda (11), se tornou público um áudio do vice no qual ele falava como se a Câmara dos Deputados já tivesse aprovado o impeachment da presidente.

Nesta terça (12), durante ato no Planalto, Dilma afirmou, sem citar diretamente os nomes de Temer e do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que é alvo de "farsa e traição" e que o processo de afastamento dela tem "chefe e vice-chefe" da "conspiração".

 

Ações
Em março, o presidente do TSE, Antônio Dias Toffoli, unificou as ações contra Dilma e Temer numa só.

 

Em conjunto, as ações visam a diplomação do senador Aécio Neves (PSDB-MG), segundo colocado na disputa eleitoral de 2014. O partido aponta abuso de poder político e econômico na eleição, acusando a presidente de abastecer sua campanha com propinas desviadas da Petrobras.

Outras acusações apontam realização de gastos acima do limite informado à Justiça Eleitoral; falta de comprovação de parte "significativa" das despesas de campanha; manipulação de indicadores socioeconômicos; pronunciamento na TV e rádio para propaganda; uso dos Correios para postagem indevida de propaganda eleitoral em favor da petista; disseminação de falsos boatos sobre o fim do programa Bolsa Família, em caso de vitória de Aécio.

As defesas de Dilma e Temer já protocolaram defesa numa das peças, alegando não haver provas contra ela e o vice que justifique a cassação. Os advogados dizem que eventuais irregularidades cometidas na campanha não indicam ela seja responsável ou tenha se beneficiado.

 

 

 

 

G1