Temer diz a Dilma que não fará indicações para novo ministério

Temer diz a Dilma que não fará indicações para novo ministério

Em conversa na manhã desta segunda-feira (21), o vice-presidente Michel Temer disse à presidente Dilma Rousseff que vai deixá-la “à vontade” para definir os nomes de peemedebistas de sua nova equipe. Durante o encontro, Temer afirmou à presidente que o PMDB entende que, neste momento, o mais importante é cortar ministérios e sinalizar que o governo está fazendo a sua parte para o reequilíbrio das contas públicas.

Pelo desenho fechado neste domingo (20), o PMDB pode perder três dos seis ministros da atual composição da Esplanada dos Ministérios. A pasta de Portos será fundida com a Aviação Civil, Pesca com a Agricultura e Turismo será incorporado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Dilma disse a Temer que deseja anunciar sua reforma administrativa e ministerial ainda nesta semana, mas a data exata vai depender de negociações que ela começará a fazer com a base aliada para fechar os nomes de sua Esplanada dos Ministérios reconfigurada, com o corte de pelo menos dez 39 pastas.

Assessores presidenciais chegaram a aconselhar a presidente a deixar para a próxima semana o anúncio das mudanças a fim de evitar atritos com a base numa semana em que o Congresso agendou a votação de vetos, como o do reajuste de servidores do Judiciário. Ela ainda não deu resposta, vai trabalhar para concluir ainda nesta semana as mudanças, mas não descartou deixá-las para a próxima semana se as negociações não evoluírem a contento.

Dilma informou a seu vice que vai chamar, dentro destas negociações, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o líder do PMDB na Casa, Eunício Oliveira (CE), e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o líder peemedebista na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), para conversas nos próximos dias.

A intenção da presidente é que as bancadas do Senado e da Câmara estejam representadas no novo desenho ministerial para remontar o apoio da base aliada a seu governo.

 

 

Folha