STJ decide não dividir o título de 1987 e Sport é sagrado campeão

STJ decide não dividir o título de 1987 e Sport é sagrado campeão

O Sport voltou a bater o Flamengo na esfera jurídica, confirmando no Superior Tribunal de Justiça a exclusividade do título de campeão brasileiro de 1987. Na tarde desta terça-feira, por quatro votos a um, os desembargadores decidiram não dividir a conquista, como queria a Confederação Brasileira de Futebol.

O STJ já havia dado ganho de causa ao Sport, que brigou desde o final da década de 80 pelo reconhecimento. Com o aval da CBF. Mas o ex-presidente da entidade Ricardo Teixeira resolveu reconhecer a Copa União de 87 também como um título nacional, além de outros torneios antes de 1971, quando oficialmente começou o Campeonato Brasileiro.

Isso fez com que o Sport e Flamengo voltassem a se enfrentar nos tribunais. E apesar da relatora Nancy Andrighi ter votado a favor da divisão, os demais quatro desembargadores (Sidnei Beneti, João Otávio de Noronha, Paulo de Tarso Sanseverino e Ricardo Villas Bôas Cueva) foram contrários.

A decisão ainda cabe recurso. 

Em 1987, a CBF decidiu não realizar o Brasileirão, por falta de patrocinadores. Quando empresas como açucar União, Rede Globo e Coca Cola criaram a Copa União, a entidade que rege o futebol no Brasil puxou para si a organização, determinando a inclusão de mais 16 equipes, que formariam o Módulo Amarelo. As outras 16, convidadas pelos patrocinadores (na teoria, os maiores clubes do País), formaram o Módulo Verde.

Pelo regulamento, haveria cruzamento entre os dois melhores colocados dos dois módulos. Mas Flamengo, campeão do Verde, e Inter, vice, se recusaram a enfrentar Sport, vencedor do Amarelo, e Guarani. Na final, os pernambucanos derrotaram o Bugre e comemoraram o título, já em fevereiro de 1988.

Jornal do Commercio