Servidores da saúde de Campina entram em greve nesta sexta

Servidores da saúde de Campina entram em greve nesta sexta

Os postos de saúde de Campina Grande, e os Programas de Saúde da Família,  estarão fechados a partir desta sexta-feira (02). É que insatisfeitos com o prefeito Romero Rodrigues (PSDB), os os servidores da saúde da cidade, decidiram deflagrar greve a partir de hoje por tempo indeterminado. Eles reivindicam o cumprimento do Plano de Cargos e Carreira da categoria (PCCR).  De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste da Borborema (Sintab), mais de 2 mil profissionais param as atividades e um protesto está programado para acontecer em frente à Secretaria de Administração nesta sexta-feira, às 9h.

A decisão de cruzarem os braços foi tomada na última assembléia realizada quarta-feira na AABB pelo Sindicato dos Trabalhadores do Agreste da Borborema (SINTAB). Na referida assembleia foi discutido os diversos problemas que a classe enfrenta e foi demonstrado que a Secretaria de Saúde não resolve as falhas.

Três reuniões entre o sindicato e a secretária de saúde foram marcadas, em duas oportunidades ela não foi e remarcou, e na outra mandou uma representante que sequer sabia da pauta da reunião.

Na opinião do SINTAB ela tratou a categoria de forma desrespeitosa. Já são quase três anos que o governo deve o plano de cargos aos servidores e não há uma ação concreta para solução, além disto, falta condições de trabalho, falta de papel, de água e medicamentos.

Devido a todas essas questões não solucionadas, os servidores deliberaram por greve por tempo indeterminado a partir da próxima sexta-feira, dia este, que haverá também um movimento de rua na Secretaria de Administração, a partir das 9h. O Sintab destaca que os serviços essenciais não serão paralisados devido o movimento grevista.


Esta foi a segunda greve da categoria no ano. Em junho eles também entraram em greve. Na oportunidade, foi discutido sobre medicamentos, material de limpeza e equipamentos de proteção individual, que estavam em falta nas unidades de saúde. Foi constatado ainda, que nos postos de saúde, as geladeiras que armazenam as vacinas estão funcionando sem termômetro, impossibilitando assim, aferir a temperatura ideal para conservação das mesmas. Os servidores denunciaram que falta anestesia em mais de 15 consultórios odontológicos, que existem armários enferrujados e falta de macas.

Além desses problemas já citados, a direção do sindicato recebeu a informação de que há a orientação de não fazer pedidos de medicações referentes ao mês de Junho, já que neste mês os remédios não chegarão às unidades.

Por esses motivos relatados, todos os servidores da saúde  aderirm ao movimento de greve, por tempo indeterminado, até que alguma solução seja encontrada por parte da Secretaria de Saúde do município. Depois eles retornaram aos trabalhos. Agora, devido a PMCG não cumprir o acordo, decidiram entrar em greve de novo.

 Em nota, a secretária municipal de Saúde, Luzia Pinto, diz lamentar a decisão da categoria. Segundo ela, o principal motivo para não haver greve é que não há salários atrasados, apesar da crise. Em relação ao PCCR, Luzia disse que "em nenhum momento nos recusamos a receber e dialogarcom os trabalhadores, que encontram as portas da Secretaria Municipal de Saúde sempre abertas para o diálogo".

 

 




PBAgora