Senadores paraibanos avaliam como certa a saída definitiva de Dilma da Presidência

Senadores paraibanos avaliam como certa a saída definitiva de Dilma da Presidência

Os senadores paraibanos não acreditam que os últimos esforços da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) no Congresso Nacional possam reverter a votação contra seu mandato no Senado Federal. O líder da oposição, Cássio Cunha Lima (PSDB) e os peemedebistas e ex-aliados, José Maranhão e Raimundo Lira, avaliam que já há o número de votos necessários para sacramentar o impeachment da petista na sessão que começa hoje (25) sob o comando do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski.

Para Cássio Cunha Lima, a presidente Dilma perderá seu mandato porque cometeu crimes previstos na Constituição. “São crimes de responsabilidade que ela fez quando assinou decretos de suplementação da União sem autorização legislativa”, avaliou. “Na democracia o Congresso surge para controlar a ação do soberano para não haver uma ação sem controle ou atitude ditatorial contra a sociedade. No momento em que o Poder Executivo passa por cima do legislativo, a Constituição prevê isso como crime e foi o que fez a presidente Dilma. Ela contraiu empréstimos ilegais, as chamadas pedaladas fiscais, e a soma destes delitos levou o Brasil a mais grave crise da sua história”, continuou o tucano.

Na avaliação de Raimundo Lira, os senadores deverão manter o placar conseguido quando o Senado admitiu o processo contra a petista. “Na época, nós tivemos 55 votos a favor do afastamento e só eram necessários 41. Agora, na pronúncia, para inciar o processo de julgamento, o painel do Senado mostrou 59. Acredito que hoje há uma avaliação de que este processo já não é mais reversível. Ao que tudo indica, a votação ficará por aí”.

Opinião parecida tem o senador José Maranhão, para quem o Senado “vai confirmar as decisões das primeira e segunda etapas do processo de cassação da presidente Dilma”. Para Maranhão, o Senado terá maioria contra a continuidade do governo. “Eu acredito nisso”.

A sessão de julgamento da presidente afastada Dilma Rousseff no processo de impeachment deve se estender até a próxima semana, segundo cronograma definido pelos presidentes do STF, Ricardo Lewandowski; e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).