Senador Valdir Raupp diz que aceita presidir PMDB se Temer deixar cargo

Senador Valdir Raupp diz que aceita presidir PMDB se Temer deixar cargo

Primeiro-vice-presidente do PMDB, o senador Valdir Raupp (RO) disse nesta quinta-feira (9) que "em princípio" aceitará presidir a legenda se o atual responsável pelo partido, o vice-presidente da República Michel Temer, decidir deixar o comando da sigla.

Novo responsável pela articulação política do governo, Temer assumiu nesta terça (7) as atribuições da Secretaria de Relações Institucionais e passou a acumular a presidência do PMDB com a função de conduzir a interlocução do Palácio do Planalto com o Congresso Nacional, governadores e prefeitos – segundo a presidente Dilma Rousseff, ele terá “autonomia” para exercer a tarefa. Por isso, deverá deixar o comando do partido.

 

Como primeiro vice, Raupp tem a preferência para assumir o cargo em relação à ex-deputada Íris Araújo (GO) e ao senador Romero Jucá (RR), segundo e terceiro vice-presidentes, respectivamente. Segundo o Blog da Cristiana Lôbo, a preferência de Temer é por Jucá, mas, para isso, além do próprio Temer, Raupp e Iris Araújo teriam de se licenciar.

“Em princípio, eu aceitarei, sim [presidir o PMDB]. Eu confesso que estou muito cansado, queria que ele [Temer] ficasse mais um tempo, mas a carga de trabalho dele é muito grande e como ele assumiu a tarefa de coordenar a articulação política do governo, ele disse que não deve dar conta de tocar tudo. Então, em princípio, eu aceitarei, sim”, disse Raupp.

Raupp disse ter falado por telefone nesta quinta com Temer e disse que a decisão deverá ser anunciada na próxima segunda-feira (13).

Ele já presidiu o PMDB, entre 2011 e julho do ano passado. Ele é investigado pelo Supremo Tribunal Federal por suspeitas do Ministério Público Federal de que teria envolvimento no esquema descoberto na Operação Lava Jato. À época da abertura das investigações, ele divulgou nota oficial na qual afirmou estar "tranquilo e absolutamente seguro de que ao final dos processos as provas conduzirão a Justiça à verdade dos fatos".

 
 
 
 

G1