Sem citar Marina, viúva de Campos diz estar à disposição do partido em PE

Sem citar Marina, viúva de Campos diz estar à disposição do partido em PE
  • Renata Campos participa junto com os filhos de encontro com lideranças do PSB

Em sua primeira fala após a morte do marido Eduardo Campos (PSB), Renata Campos leu uma curta carta nesta segunda-feira (18) afirmando que a família não vai "desistir" do Brasil e se colocando à disposição do partido na disputa em Pernambuco.

"Fica tranquilo, Dudu, teremos a sua coragem para mudar o Brasil. Não desistiremos do Brasil. É aqui que cuidaremos dos nossos filhos", disse, sendo bastante aplaudida pelo público que a acompanhava. O nome de Marina Silva (PSB), apontado para assumir a candidatura à Presidência no lugar de Eduardo Campos, não foi tocado em momento algum do discurso.

Renata convocou o encontro com lideranças e militância de todos os partidos da Frente Popular de Pernambuco. Ela chegou à casa de eventos Blue Angel, no bairro do Derby, no Recife, com duas horas de atraso, acompanhada dos cinco filhos --Maria Eduarda, João, Pedro, José e Miguel.

Também vieram com elas os candidatos da chapa socialista, Paulo Câmara, para o governo do Estado, Raul Henry, candidato a vice, e Fernando Bezerra Coelho, que disputa o Senado.

Antes de falar, ouviu os discursos das principais de lideranças. Na carta lida, Renata disse que estava lá com os filhos para se colocar à disposição dos candidatos da Frente Popular. "Nós estamos aqui para deixar essa mensagem", disse.

"Depois da tragédia, lembro que perguntaram: 'O que faremos?' Mantém tudo como ele queria! Como participei a vida toda, não terá diferença nessa. Tenho a sensação que tenho de participar por dois. Foi da vontade dele de eleger Paulo, Raul e Fernando", declarou. "Estou aqui com meus filhos para dizer que Paulo, Raul e Fernando contem com a gente".

No fim, o público cantou os parabéns para a aniversariante, que completou 47 anos nesta segunda-feira. Renata deixou o local sem falar com a imprensa.

Antes, Fernando Bezerra afirmou que Eduardo Campos teria dito que a campanha teria começado na véspera da morte. "Eduardo me disse: 'O jogo vai começar quando eu sentar na bancada do "Jornal Nacional". Ali o Brasil vai conhecer o que eu fiz por Pernambuco'", relatou.

 

UOL