Se tivesse 'um pouco mais de visão de Brasil', Cunha renunciaria, diz FHC

Se tivesse 'um pouco mais de visão de Brasil', Cunha renunciaria, diz FHC

O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso defendeu nesta segunda-feira (23) o afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e afirmou que, se o peemedebista "tivesse um pouco mais de visão de Brasil, ele renunciaria". Em seguida, FHC disse que Cunha "vai ter de ser renunciado".

A afirmação foi dada durante entrevista após um seminário sobre Meio Ambiente e Sustentabilidade realizado pelo Instituto Teotônio Vilela (ITV), em São Paulo.

"A minha posição é clara. Eu já disse há muito tempo que eu achava isso. O presidente da Câmara não tem mais condições morais e nem políticas de continuar exercendo o cargo. Se ele tivesse um pouco mais de visão de Brasil, ele renunciaria. Não tendo, vai ter de ser renunciado", afirmou o ex-presidente após ser questionado sobre a situação de Cunha.

O presidente da Câmara responde a processo de cassação no Conselho de Ética da Casa, acusado de ter mentido quando afirmou em depoimento à CPI da Petrobras que não era detentor de contas bancárias no exterior.

O conselho marcou para esta terça (24) reunião para a leitura do parecer preliminar do relator, deputado Fausto Pinato (PRB-SP), pela continuidade das investigações das denúncias contra Cunha.

 

Aécio Neves
Na mesma entrevista, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), voltou a dizer que Eduardo Cunha "não tem mais condições de conduzir a Câmara dos Deputados" e afirmou que o partido já se manifestou "da forma mais clara possível".

 

No início de novembro, o PSDB divulgou uma nota em que reiterou "de forma ainda mais veemente" o pedido de afastamento de Cunha da presidência da Câmara.

"A palavra do PSDB desde lá detrás foi muito clara e o instrumento, se será uma ação junto à PGR, se será a obstrução das votações, isso as nossas lideranças na Câmara vão discutir com os partidos aliados. Já externamos a nossa posição no Conselho de Ética e no plenário da Câmara", afirmou o senador.

 

 

 

G1