Saneamento: Esgoto só em 32,9% dos municípios paraibanos

Saneamento: Esgoto só em 32,9% dos municípios paraibanos

A segunda matéria da série integrada da Rede Paraíba de Comunicação “Saneamento: é básico!” mostra a situação precária do esgotamento sanitário na Paraíba. De acordo com dados do Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgotos referentes ao ano de 2014 divulgados ontem pelo Ministério das Cidades, apenas 32,96% dos 223 municípios paraibanos possuem coleta de esgoto. Quando observada a situação apenas das cidades urbanas, esse percentual chega a 41,82%. Os dados representam aumento quando comparados com 2013, contudo ainda são inferiores às médias nacionais, que são de 49,84% de atendimento total e 57,64% de atendimento urbano.

Conforme o estudo, o índice de coleta de esgoto no Estado era de 47,16% e o de tratamento era de 75,84%. Quando observado o índice de tratamento de esgoto com relação à água consumida, esse número chegava a apenas 43,17%. No ano anterior, 2013, os números eram ainda mais alarmantes. A média de cobertura total da rede de esgoto era de 24,54% enquanto a de municípios urbanos era de 31,63%. Ainda naquele ano, a média de coleta de esgoto era de 37,45% e quando detalhado o esgoto tratado com relação à água consumida o índice era de apenas 34,02%, segundo o Ministério das Cidades.

No Brasil, o saneamento básico é um direito assegurado pela Constituição e definido por lei (11.445/2007) como o conjunto dos serviços, infraestrutura e instalações operacionais de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana, drenagem urbana, manejos de resíduos sólidos e de águas pluviais. Estudos do Instituto Trata Brasil (Oscip reconhecida pelo trabalho de conscientização na área de saneamento básico) mostram que o Brasil convive com centenas de milhares de casos de internação por diarreias todos os anos e que muito disso se deve à falta de saneamento.

Dados divulgados pela Campanha da Fraternidade 2016, apontam que as condições precárias do esgotamento sanitário, da água e de higiene são a segunda maior causa de morte entre crianças abaixo de 5 anos de idade, tornando as pessoas mais vulneráveis a diarreia, cólera, hepatite e febre tifoide.

 

 

 

 

 

Fonte Jornal da Paraíba