São Paulo cai e estados menores ampliam participação na economia

São Paulo cai e estados menores ampliam participação na economia

A região Sudeste vem reduzindo sua fatia na renda gerada no País, enquanto Estados menores têm ganhado participação, num processo ainda lento de desconcentração da economia brasileira. Em 2012, o Estado de São Paulo ainda detinha a maior participação (32,1%), mas perdeu 0,5 ponto porcentual em relação a 2011, consequência da redução do tamanho da indústria de transformação. Já um conjunto de 22 Estados na ponta de baixo da classificação passou a responder por 35,1% da do PIB em 2012 - 0,3 ponto porcentual a mais do que no ano anterior. Os dados foram anunciados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou as Contas Regionais 2012.

“Existe uma movimentação, mesmo que um pouco lenta, de desconcentração no Brasil. Há ganho de participação desses Estados menores, seja pela política de proteção social e redução da miséria ou pelo avanço das classes consumidoras, a classe C, que têm alavancando economia dos Estados fora do eixo mais industrializado. Há também o avanço da agropecuária no Centro-Oeste”, descreveu o gerente de Contas Regionais do IBGE, Frederico Cunha.

Segundo ele, há um claro crescimento da participação dos Estados do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste na economia do País.

Indústria


A indústria de transformação perdeu participação na renda gerada no Brasil em 2012, o que diminuiu o papel de São Paulo no PIB, explicou o gerente do IBGE. “Uma parte é perdida em função da distribuição econômica do Brasil, e outra parte devido a migrações, com indústrias saindo de São Paulo”, explicou Cunha. Ainda assim, a região paulista ainda responde por 40,8% do valor adicionado pela indústria de transformação.

O Rio de Janeiro, por sua vez, foi o Estado que mais ganhou participação PIB de 2011 (11,2%) para 2012 (11,5%). “O Rio de Janeiro foi favorecido pela indústria de petróleo e gás”, justificou.

O Piauí registrou, em 2012, a pior renda per capita do país: R$ 8.137,51. Mas, o Estado ficou menos distante da média do Brasil (R$ 22.645,86) do que em anos anteriores. Segundo o órgão, o Piauí é um exemplo do fenômeno verificado em outros Estados menores, especialmente do Norte e Nordeste. “A população do Nordeste não variou tanto, mas a região ganhou participação no PIB. Então, a relação entre o PIB e a população está melhorando, em função de o PIB estar crescendo um pouco mais do que a população em termos de participação”, disse o gerente do IBGE.


 

AE