Rui Falcão falará em 'reação vigorosa' contra os que tentam 'destruir' o PT

Rui Falcão falará em 'reação vigorosa' contra os que tentam 'destruir' o PT

  O presidente do PT, Rui Falcão, defenderá nesta quinta-feira (11) na abertura do 5º Congresso Nacional da legenda que a militância do partido desencadeie "reação vigorosa" contra os que tentam "destruir" o partido. O discurso dele foi divulgado antecipadamente pela assessoria de imprensa.

O 5º Congresso Nacional do PT ocorrerá na capital baiana e vai até o próximo sábado (13). Segundo a legenda, o objetivo central do encontro é "trabalhar uma resolução política que represente o diálogo intenso com a militância e a sociedade para apontar os caminhos de fortalecimento do PT e manter o crescimento do Brasil."

Conforme mostrou o G1, após o governo passar por desgaste político em função das medidas de ajuste fiscal propostas para reequilibrar as contas públicas, o PT tentará unir a militância no congresso. Embora setores do próprio PT tenham feito críticas públicas à atual condução da política econômica, dirigentes saíram em defesa do ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

 

"Para sair da defensiva e retomar a iniciativa política, devemos desencadear uma reação vigorosa em todo o território nacional, mobilizando a militância contra os que tentam nos destruir. Não dá para ficarmos passivos, de cabeça baixa, enquanto nossos inimigos, valendo-se de grandes recursos midiáticos, transformam o boato em notícia, a suspeita em denúncia, a calúnia em verdade", dirá o presidente do PT.

Em seu pronunciamento, Rui Falcão afirmará também, sem citar nomes, que o PT está "sob forte ataque". Na avaliação do petista, a "ofensiva" contra a legenda "é uma campanha de cerco e aniquilamento". "Como já tentaram no passado, querem acabar com a nossa raça", dirá.

O presidente do partido defenderá em sua fala as investigações de escândalos de corrupção como o que envolve a Petrobras, além do mensalão do PSDB e o cartel no metrô de São Paulo. Rui Falcão afirmará que "maus perdedores" querem fazer o PT de "bode expiatório".

"Maus perdedores no jogo democrático querem fazer do PT bode expiatório da corrupção nacional e de dificuldades passageiras da economia, em um contexto adverso de crise mundial prolongada. Como já reiteramos em outras ocasiões, nunca antes no Brasil a corrupção foi tão investigada e punida como em nossos governos", vai declarar Falcão.

'Correção de rumos'
Em sua fala durante o 5º Congresso Nacional do PT, o presidente dirá tambem que a legenda tem "convicção" de que as críticas e contribuições dos dirigentes durante o evento vão estimular o partido. Para ele, é preciso haver "correção de rumos".

"Devemos também, com humildade, assumir responsabilidades e corrigir rumos. Com transparência e coragem, com a retomada de valores de nossas origens, entre as quais a ideia fundadora da construção de uma nova sociedade", afirmará.

 

Política econômica
Rui Falcão discursará também sobre a condução da política econômica pelo governo. Setores do PT chegaram a criticar publicamente as medidas de ajuste fiscal propostas pelo Executivo federal para reduzir gastos e reequilibrar as contas da União.

Entre essas propostas, foram enviadas ao Congresso Nacional medidas provisorias que alteram o acesso da população a benefícios trabalhistas como seguro-desemprego, abono salarial, pensão por morte e auxílio-doença.

Em sua fala, Rui Falcão dirá que a legenda apoia a presidente Dilma, mas entende que o ajuste fiscal não pode ser "firme com fracos e frouxo com os pobres." A legenda defende, entre outras medidas, a taxação de grandes fortunas.

"Como já reiteramos anteriormente, o PT apoia o empenho da presidenta Dilma para enfrentar os desafios da conjuntura, sobretudo a disposição de dialogar amplamente com os movimentos sociais organizados e as centrais sindicais. Mas considera vital que o custo de retificação das contas públicas recaia sobre quem mais tem condições de arcar com o custo do ajuste. É inconcebível, para nós, uma política econômica que seja firme com os fracos e frouxa com os fortes", dirá o presidente.

 

 

G1