Ricardo diz que violência na Paraíba explodiu na gestão do PSDB

Ricardo diz que violência na Paraíba explodiu na gestão do PSDB
O governador e candidato à reeleição pela coligação “A Força do Trabalho”, Ricardo Coutinho (PSB), participou de entrevista nesta terça-feira (22) na Nova Tambaú FM. Durante uma hora o chefe do executivo estadual respondeu questionamentos dos jornalistas Josival Pereira,  Cláudia Carvalho, dos internautas e ouvintes da emissora. Foram abordados os temas: Saúde, Segurança Pública, Educação; Habitação; Infraestrutura (estradas); Recursos Hídricos; Saneamento Básico; Turismo e mobilidade urbana.
 
Durante a entrevista, Ricardo respondeu as críticas do candidato tucano sobre segurança pública. “Neste primeiro semestre de 2014, a Paraíba foi o Estado do Brasil que mais reduziu o número de homicídios, uma queda de 12,9% em relação ao mesmo período do ano passado. No governo do meu adversário a Paraíba passou sete anos sem comprar uma bala, um fuzil ou uma pistola. Quanto assumimos o governo a Polícia tinha 1500 coletes balísticos, hoje a Polícia tem 6800. Olhamos para o cidadão e para o policial, que arrisca sua vida dia a dia. O estouro da violência veio principalmente no período que o meu adversário governou. Foi entre 2003 e 2008 que a violência saiu do controle”, afirmou Ricardo.
 
Ricardo rebateu o discurso do candidato adversário sobre a redução no contingente de policiais. “Em seis anos [2003 a 2008] foram feitas 292 inclusões de policiais por ano. Em quatro anos, bem menos tempo do que ele, fizemos 538 inclusões por ano, diferentemente do que ele disse. O melhor momento de contingente que a Paraíba já teve foi exatamente em 2012 quando superou a marca 10 mil policiais militares. Chamamos mais de 469 policiais civis que o meu adversário, ao ser cassado, realizou o concurso e, ao mesmo tempo, sem nenhuma previsão de contratação ou recursos financeiros para isso. Contratamos todos da Polícia Civil e o restante vai começar a fazer o curso de formação. Da Polícia Militar fizemos 920 contratações de policiais militares, concurso feito também na época do meu adversário, onde ele não chamou ninguém. Resolvemos o problema chamando os concursados e já reabrindo um novo concurso. Espero que a campanha dele não seja só de promessas mirabolantes porque ele já esteve no governo e não fez", afirmou Ricardo.
 
O governador e candidato falou ainda sobre o Prêmio Paraíba Unida Pela Paz, criado pela gestão socialista como valorização para policiais civis, militares e bombeiros militares. “Este mês o Governo do Estado paga a primeira parcela do prêmio Paraíba Unida Pela Paz. São 7.261 policiais militares, civis, bombeiros, além do pessoal técnico-administrativo da Secretaria de Segurança nas Áreas Integradas de Segurança Pública que atingiram a meta de redução de 10% de homicídios. Estamos trabalhando com a redução de homicídios, que é o bem mais valioso, a vida. É o Estado, mesmo com suas dificuldades, avançando visando valorizar quem trabalha”, afirmou.
 
Ricardo falou sobre o respeito à população, sobretudo, as classes mais humildes, que antes viviam isoladas por falta de pavimentação e que muitas vezes ficavam ilhadas em períodos chuvosos. “Estamos tirando 54 cidades do isolamento e dando o direito de ir e vir às pessoas. A condição de produzir e escoar essa produção através do asfalto. Ter a oportunidade de salvar seus filhos se eles precisarem de uma emergência médica, diminuindo o tempo de deslocamento por conta do asfalto. Tem cidade que espera asfalto há mais de cem anos. Antes, os moradores dessas cidades assistiram a demagogia recorrente, dele inclusive, em muitas oportunidades ao descer até de helicóptero e prometer, ás vésperas de eleições, coisas que ele nunca realizou. Estamos realizando  2.225 quilômetros de estrada em menos de quatro anos, enquanto que o meu adversário fez, em quase sete anos, apenas 500 quilômetros”, ressaltou Ricardo.
 
Questionado sobre a crítica do adversário no tocante a área educacional, Ricardo explicou que, antes, muitas escolas da Paraíba funcionavam apenas com o corpo docente, não tendo sequer alunos. "Em Brejo do Cruz existia uma escola com apenas um aluno: o marido da professora. Em Barra de Santana, a escola estava fechada havia dois anos e mesmo assim tinha 22 funcionários. Já em Riachão, havia sete alunos, cinco dos quais reprovados em pelo menos cinco anos consecutivos. O que eu tive foi algo que ele não teve: a coragem de proteger o dinheiro do povo. O Governo do Estado fechou essas salas e abriu 725 outras salas", comparou Ricardo.
 
Ricardo atribuiu as críticas recebidas pela oposição ao fato de não compactuar com práticas antigas de grupos políticos. “Eu não vendo o Estado. Sei de onde vim, onde estou e para onde quero ir. Não fazemos do Governo um balcão de negócios. Sou criticado porque não fiz coisas erradas que algumas pessoas queriam que eu fizesse”, finalizou Ricardo.