Ricardo diz que teme por obras na PB devido à crise e compara Eduardo Cunha a Ricardo Marcelo: ‘oposição raivosa’

Ricardo diz que teme por obras na PB devido à crise e compara Eduardo Cunha a Ricardo Marcelo: ‘oposição raivosa’

O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), afirmou que teme pelas obras na Paraíba com relação a crise nacional e apontou que a oposição está “brincando com fogo”. O gestor também comparou a oposição ferrenha de Eduardo Cunha (PMDB) à Dilma (PT), com a que ele sofreu quando Ricardo Marcelo (PEN) era presidente da Assembleia Legislativa.

Em entrevista ao Sistema Arapuan de Comunicação, Coutinho destacou que teme pelas obras, pois a oposição está apostando no quanto pior melhor e que isso ameaça a governabilidade do país. “Estamos em agosto, faça uma retrospectiva, não tem uma notícia do governo andando sob o arguemento da corrupção na Petrobrás. Ora! Está lá o Ministério Público, a Justiça e um monte de gente em cima. prendendo um monte de gente. O que isso tem a ver com a presidente Dilma? Se ela sofre de impopularidade por conta de erros é justo que a população e oposição cobrem mas você não pode derrubar um governo por impopularidade, seria impossível”, reclamou.

Desta forma, para o governador, a cada ano alguém iria caindo. “Você não pode fazer isso porque não pode fazer isso porque não gera estabilidade para o país. Ela mais que nunca precisa de estabilidade e na economia só pode vir da estabilidade política, isonomia de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado geral da união, vamos parar onde?”, questiona.

A respeito das pautas-bomba, o governador reclamou do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, afirmando que ele é movido a um ódio “que nunca se viu”, mas logo corrigiu: “Aliás, já vi e já sofri, mas é de uma complexidade menor o estado e também tenho um perfil talvez diferente”, ressaltou, referindo-se a Ricardo Marcelo.

“Não se pode fazer isso em complexidade como o congresso. O presidente não pode ser líder da oposição, é o presidente de um poder e tem obrigação de dialogar, não pode chegar e dizer que vai arrebentar com tal governante, aprovando pauta-bomba que não acaba mais e esse quadro extremamente grave onde os empresário e o setor produtivo não investe e não tem confiança no que está sendo construído e ao mesmo tempo o governo com inúmeros erros, políticos também, no sentido de precisar tomar iniciativas”, afirmou.

Coutinho destacou ainda que a presidenta precisa chamar a responsabilidade para si e destacou que nenhum governador do país quer ruptura do processo democrático nem quebra da institucionalidade. “É muito bom quebrar com meia dúzia de oportunistas que não tem ética para falar em impedimento no Senado”, disse.

O governador aproveitou para alfinetar o adversário estadual, senador Cássio Cunha Lima (PSDB), afirmando que ao ouvir o tucano “achou que estava em outro mundo”. “Atacando Dilma quando não tinha nada de concreto contra ela e ele tinha muita coisa contra ele”. bateu. Coutinho reclamou também que a bancada da petista não se levanta para “colocar os pontos nos is” e que falta condução, mas não vê a judicialização ou parlamentarização no regime presidencialista como a solução.

 

 

 


Marília Domingues