Reunião entre Governo, Assembléia Legislativa, gestão e movimento grevista pode definir futuro da Greve na UEPB

Reunião entre Governo, Assembléia Legislativa, gestão e movimento grevista pode definir futuro da Greve na UEPB

A greve na UEPB já dura seis meses entre os Técnicos Administrativos e três meses entre os professores. Quase todos os serviços da Universidade Estadual encontram-se paralisados. Segundo o Professor Nelson Júnior, que integra o comando de greve, “praticamente todos os setores da UEPB paralisaram suas atividades. Entretanto, o comando de greve entendeu que alguns serviços deveriam continuar funcionando à exemplos das defesas de Dissertações e Teses, Laboratórios de pesquisas, atividades de extensão e defesas de Trabalho de Conclusão de Curso, para os alunos de graduação que foram aprovados em concursos públicos ou em pós-graduação”. 

De acordo com o representante do comando de greve, quase a totalidade dos professores da UEPB paralisaram suas aulas na graduação e na pós-graduação. Segundo este, “o fato dos professores terem apoiado maciçamente esta greve é nosso grande trunfo. Foi o apoio da categoria que fez a greve chegar até aqui. É essa unidade que aponta para nossas conquistas”.

Entretanto, na atual fase da greve, a realidade aponta para necessidade de se encontrar solução. Assim, imbuído desse espírito, foi que a comunidade acadêmica construiu um documento, para o diálogo na mesa técnica com representantes do governo  e da Assembléia Legislativa, onde são apresentadas propostas de ações para curto, médio e longo prazo, no sentido de consolidação de uma UEPB pública, promovendo uma educação de qualidade, transparente, democrática, socialmente referenciada e comprometida com o desenvolvimento do Estado da Paraíba.

Assim, buscando a resolução da pauta da greve, nesta segunda feira, 28 de setembro, as 9h da manhã, ocorrerá em Campina Grande uma reunião envolvendo representantes do Executivo Estadual, da Assembléia Legislativa, da gestão da UEPB e dos comandos de greve docente/técnico.

De acordo com o professor Nelson Júnior “ existe uma grande expectativa com esta mesa de negociação multilateral. Não sei se será uma ou se serão três reuniões, mas acreditamos que estamos dando um passo importante com o estabelecimento dessa mesa de negociação. Entretanto, é fundamental que a categoria continue mobilizada para que resultados positivos sejam construídos”.  

Ademais, além das negociações multilaterais, o comando de greve docente continua as negociações com a reitoria no sentido de avançar em pontos da pauta interna da UEPB, como respeito aos direitos trabalhistas dos professores substitutos, pagamento do vale alimentação aos professores substitutos, distribuição equitativa das vagas para concurso público docente e investimentos em infraestrutura.

 

 

 

Assessoria