Réu é acusado de 'massacre' é condenado a mais 69 anos de prisão, na cidade de Conceição

Réu é acusado de 'massacre' é condenado a mais 69 anos de prisão, na cidade de Conceição

Esteve sentado na cadeira dos réus, nesta segunda-feira(17), o jovem Tiago Rodrigues dos Santos. Ele foi julgado por seis crimes: duplo homicídio, dupla tentativa de homicídio, estupro e ocultação de cadáver. Os crimes aconteceram no dia 22 de janeiro do ano de 2009, na cidade de Santa Inês e ficaram conhecidos como o massacre do “sítio capim”.

 

O Ministério Público, representado pelo Promotor de Justiça, Dr. Pedro Henrique de Andrade, defendeu a tese de acusação de duplo homicídio, dupla tentativa de homicídio e estupro, argumentando as qualificadores de motivo fútil, sem que as vítimas tivessem chance de se defenderem e atribui a Tiago Rodrigues do Santos, 26 anos, a autoria dos delitos, com vontade livre e consciente, invadiu uma residência onde se encontravam a senhora Ana Furtado de Holanda(56 anos na época do crime), sua filha Alessandra Ferreira de Holanda(15 anos na época) e suas duas netas, Melissa Leopoldino de Holanda(7anos na época) e Raissa Pinheiro de Holanda(11 anos na época) e esfaqueou dona Ana e suas duas netas. Em seguida, segundo a tese do Ministério público, ele arrancou a jovem Alessandra do seu quarto e a levou para o mato, local onde praticou o estupro e em seguida a matou, com diversas facadas por várias partes do corpo, deixando a vítima irreconhecível.


Os crimes aconteceram na madrugada do dia 22 de janeiro do ano de 2009, no sítio capim, zona rural da cidade de Santa Inês e ficaram  conhecidos como “o massacre do sítio Capim”. Depois de passar por diversos hospitais, a menor Raissa, faleceu, cerca de dois anos depois, em decorrência de uma meningite, que segundo o Ministério Público, foi adquirida das facadas, que nunca cicatrizaram de verdade.

 

A senhora Ana Furtado teve um dedo decepado e vários cortes na cabeça. A outra menor teve vários cortes por todo o corpo. As duas sobreviveram aos ferimentos Nos embates, o representante do Ministério público sustentou a acusação explicitada na denúncia e confirmada na sentença da pronúncia, com exceção do crime conexo de ocultação de cadáver, que pediu absolvição por ausência de materialidade.



Já a defesa, representada pelo advogado, Dr. Júlio, defendeu a tese de negativa de autoria, alegando que não existiam provas consistentes, para uma condenação. Segundo o advogado, os exames de DNA e sangue não comprovaram a autoria do crime ao seu constituinte. Dr Júlio repetiu diversas vezes, que as provas eram frágeis demais para uma possível condenação.


Com o término dos embates, o Corpo de Sentença se reuniu e decidiu pela condenação do réu. Para o crime de homicídio praticado contra Alessandra Ferreira Holanda, o réu foi condenado a 20 anos de reclusão e pelo crime de estupro, sete anos de reclusão. Já para o crime de homicídio contra Raissa Pinheiro de Holanda, o réu foi condenado a 19 anos de reclusão.

 

 

Para o crime de tentativa de homicídio contra Ana Furtado de Holanda, o réu foi condenado a 11 anos e 6 meses de reclusão. Para o crime de tentativa de homicídio contra a vítima Melissa Leopoldino de Holanda, o réu foi condenado a 11 anos de reclusão. Na somatória das penas, o juiz Dr. José Jackson Guimarães fixou a pena total em 69 anos e seis meses de reclusão.



Logo após a sentença, já condenado, Tiago pediu ao juiz para falar com a plateia e o corpo de jurado. Ele disse que era inocente e estava pagando por crimes que não tinha cometido. Segundo ele, caso tivesse cometido os crimes, confessaria, uma vez que já estava condenado. Em seguida, Tiago caiu aos prantos. Ele foi levado de volta para o presídio de Cajazeiras, sob forte escolta policial. O advogado de defesa anunciou que irá recorrer da sentença.

 

Conforme a sentença, Tiago deve cumprir ao todo, 30 anos fechado, tempo máximo, que pode um condenado ficar na cadeia do Brasil. Como ele já cumpriu cinco anos, faltando vinte e cinco anos para ser cumprido.

 

Fonte: Vale do Piancó Notícias