Renato Gadelha diz que CPI do Empreender está na UTI, mas não está morta e revela estratégia para emplacá-la

Renato Gadelha diz que CPI do Empreender está na UTI, mas não está morta e revela estratégia para emplacá-la

O líder da oposição na Assembleia Legislativa, Renato Gadelha (PSC), negou em entrevista ao programa Rádio Verdade da Arapuan FM, nesta quarta (13), que a CPI do Empreender tenha sido arquivada, apontando que ela está apenas aguardando por que não podem tramitar mais de três CPIs ao mesmo tempo na Casa e destacou que a oposição vai tentar desqualificar a CPI dos Pardais para ela perder objeto e assim haver lugar para a do Empreender.

O deputado até brincou dizendo que a CPI do Emprender está na UTI, respirando por aparelhos, mas não está morta.

De acordo com Gadelha, apenas uma CPI está implantada e as outras duas estão “apenas no papel”, além de conter “erros na apreciação”. “Vamos tentar desqualificar a CPI dos Pardais. Entendemos que é irregular e a Assembleia não tem competência para instalar essa investigação, porque não cabe legislar sob trânsito. Não tenho conhecimento de nenhuma estrada estadual com pardais, todos estão nas BRs ou nos municípios”, conta.

Gadelha ainda reclamou que a oposição vai sofrer, mas que quer a legalidade dos fatos. Ele fez um apanhado para a instalação das CPIs na Casa que foram publicadas em suplemento ao Diário do Poder Legislativo (DPL).

“A tática, não vamos falar em outros nomes mais pesados, mas a gente vê que esse suplemento foi editado tão somente para tentar barrar a CPI do Empreender. Na primeira página tem ato do presidente criando a Frente Parlamentar do Empreendedorismo, para dizer que vai trabalhar junto do Empreender e ver como está funcionando esse projeto do governo. Não passou no plenário, todos nós seríamos a favor, mas provavelmente para não tomar conhecimento das manobras, isso foi cerceado aos parlamentares”, reclama  e continua apontando que após isso havia um despacho do presidente da Casa, Adriano Galdino (PSB), solicitando a CPI dos Pardais, que acho ilegal, e em seguida a CPI do Telemarketing, por último uma certidão com a ordem cronológica dos pedidos de CPI, mas nos livros não tem nenhuma data”, aponta.

O deputado ainda lembrou que CPI do Empreender aparece com o número 280, enquanto as outras que foram colocadas antes, têm números superiores. “Não queremos criar a CPI da CPI. Mas se for assim o que a oposição vai fazer lá? não pode investigar, fazer CPI, falar do governo, desaparece a função parlamentar que é essa”, diz.

 

 

 


Marília Domingues