Renan poderá falar se impeachment chegar ao Senado, reage Cunha

Renan poderá falar se impeachment chegar ao Senado, reage Cunha
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) reagiu nesta quarta-feira (23) à declaração do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de que processo de impeachment sem comprovação de crime de responsabilidade “tem outro nome”.
 
Perguntado sobre a fala do colega de partido, Cunha destacou que, na etapa atual, a decisão sobre o processo está com os deputados e que Renan poderá opinar sobre o assunto quando pedido de afastamento da presidente Dilma Rousseff chegar ao Senado.
 
"Quando chegar lá, se chegar, ele vai ler a opinião ou posicionamento dele. Por enquanto, ainda está aqui”, disse o presidente da Câmara.

 

Renan disse nesta terça (22) que o processo de impeachment pode ser “uma coisa normal”, mas que afastamento de presidente sem que haja crime de responsabilidade deve receber “outro nome”.  A declaração foi dada pouco após o presidente do Senado se reunir com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

“Eu acho que o impeachment, em circunstância normal, é uma coisa normal. Mas é bom que as pessoas saibam e a democracia exige que nós façamos essa advertência, que para haver impeachment tem que haver a caracterização do crime de responsabilidade da presidente da República. Quando o impeachment acontece sem essa caracterização, o nome sinceramente não é impeachment, é outro nome", disse o senador do PMDB.
 
O pedido de afastamento está sendo analisado em uma comissão especial da Câmara, instaurada na semana passada. Foi aberto prazo de dez sessões do plenário da Casa, para que a presidente Dilma Rousseff apresente sua defesa, que será analisada pelo relator do processo, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), responsável por elaborar um parecer. 
 
Se a comissão aprovar a continuidade do processo, ele seguirá para o plenário da Câmara, a quem caberá decidir se avaliza ou não a posição do colegiado. Se for aprovada a continuidade, o processo seguirá para o Senado, que poderá reverter a decisão dos deputados. Se o Senado mantiver, a presidente terá que se afastar do cargo por 180 dias, enquanto durar a análise do mérito do processo de impeachment.
 
 

 

G1