Renan diz que não quer 'influir' na exoneração de ministros do PMDB

Renan diz que não quer 'influir' na exoneração de ministros do PMDB

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta quarta-feira (30) que não quer "inluir na exoneração" de nenhum dos seis ministros do PMDB no governo da presidente Dilma Rousseff.

Nesta terça (29), o PMDB tomou a decisão de romper com o Palácio do Planalto e entregar todos os cargos na esfera federal em reunião do diretório nacional do partido em uma sessão que levou menos de cinco minutos e ocorreu sob gritos de “fora, PT”.

Renan disse que se encontrou com os ministros peemedebistas nesta terça e que, na reunião, não havia um consenso entre eles sobre se eles entregariam os cargos, seguindo a recomendação do PMDB, ou sobre se permaneceriam no governo.

"Eu sinceramente não sei o que se passa na cabeça de cada ministro. Eles externaram um ponto de vista. Não havia um consenso entre eles. Eles ficaram de hoje conversar com a presidente da República e definir com ela o que vão fazer", disse Renan.

"Eu fiz questão de dizer para eles que da mesma forma que eu não quis influir na nomeação deles, eu muito menos gostaria de influir na exoneração", afirmou o presidente do Senado.

 

Rompimento
A decisão do PMDB de romper com o Planalto aumenta a crise política do governo e é vista como fator importante no processo de impeachment de Dilma. Há a expectativa de que, diante da saída do principal sócio do PT no governo federal, outros partidos da base aliada também desembarquem da gestão petista.

 

Atualmente, o PMDB detém a maior bancada na Câmara, com 68 deputados federais. O apoio ao governo, porém, nunca foi unânime dentro da sigla e as críticas contra Dilma se intensificaram com o acirramento da crise econômica e a deflagração do processo de afastamento da presidente da República.

O presidente do Senado afirmou que não sabe o que motivou a reunião do diretório que culminou com o rompimento do PMDB com o governo. "Eu sinceramente não sei o que aconteceu", disse Renan.

"Eu acho que nós estamos vivendo um momento conturbado da vida nacional. E o PMDB como maior instituição congressual, maior partido, o PMDB tem uma responsabilidade muito grande. E qualquer movimento que o PMDB fizer, esse movimento, evidentemente que vai influir em outros partidos", ponderou o peemedebista, que não participou da reunião do partido nesta terça.

O peemedebista fez questão de ressaltar que o seu papel enquanto presidente do Senado é "preservar" a Casa do que ele chamou de "partidarização" que está ocorrendo no país nos últimos meses.

"Para que isso aconteça na prática, eu já disse e queria repetir, nós precisamos separar do cargo de presidente do Congresso Nacional a instituição partidária, e isso que eu tenho procurado fazer", concluiu Renan.

 

 

 

G1