Remédios sofrem reajuste de preço a partir da próxima terça-feira

Remédios sofrem reajuste de preço a partir da próxima terça-feira
Até a próxima terça-­feira, o Ministério da Saúde vai anunciar os índices de reajuste anual dos medicamentos.
 
No ano passado, o aumento autorizado pela Câmara de Regulação de Medicamentos (Cmed) foi de até 5,68%, com efeito médio de 3,35%.
 
Para tentar driblar mais este aumento que deve pesar mais uma vez no orçamento dos paraibanos a partir de abril, alguns consumidores estão se programando para antecipar as compras de medicamentos e tentar adquirir algumas unidades a mais para guardar.
 
 

Este é o caso da professora aposentada Maria do Socorro Lino, que faz uso frequente de medicamentos, no bairro pessoense dos Bancários.
 
Entre os remédios estão para tratar pressão arterial, osteoporose, problemas com visão e a tireoide, ela gasta em torno de R$ 240 a cada um mês e meio. 
 
“Esse reajuste acaba com o consumidor. Vou me planejar para comprar remédios antes do novo aumento. Alguns deles já preciso de reposição e outros porque quero me antecipar para economizar. As novas compras vão pesar mais no bolso porque a situação já está difícil com tantos aumentos”.
 
O presidente do Sindicato dos Farmacêuticos de João Pessoa (Sindifarma­JP), Hebert Almeida, explicou que a alta não deve chegar de forma imediata ao bolso do consumidor. Segundo ele, quando o reajuste é oficializado e autorizado pela Cmed, os laboratórios fazem o acréscimo do valor e repassam os novos preços para as distribuidoras que, por sua vez, repassam a alta para as farmácias. “À medida que os farmacêuticos vão fazendo novas compras e sentem o impacto do reajuste, repassam para o consumidor, mas hoje em dia as farmácias têm estoque pequeno”, frisou Hebert Almeida. O gerente da Redepharma da Praça 1817, Fábio Melo, contou que as farmácias não estimam de quanto será o percentual. “O problema é que a gente nem sabe quanto vai ser e ALEXSANDRA TAVARES nem se o aumento será de A a Z (todos os remédios)”, disse Fábio.
 
DATA CONFIRMADA
O Ministério da Saúde informou, por meio da sua assessoria de imprensa, que até o dia 31 deste mês anuncia o aumento, e que não pode divulgar nada sobre o assunto até esta data. 
 
 
 
 
Do JPB