Reginaldo nega nepotismo, diz que não teme perder o cargo e garante: ‘Só quem pode me tirar é o povo’

Reginaldo nega nepotismo, diz que não teme perder o cargo e garante: ‘Só quem pode me tirar é o povo’

O prefeito de Santa Rita, Reginaldo Pereira (PRP), se defendeu, em entrevista coletiva, das acusações apresentadas na Câmara dos Vereadores, negou nepotismo e garantiu que não teme perder o cargo.

Após uma liminar com mandado de segurança impedir que a votação pelo afastamento do prefeito acontecesse na sessão desta terça (18), Reginaldo negou as acusações que mesmo assim foram votadas. Ele garantiu que não aumentou o número de cargos comissionados na prefeitura e que ao contrário, desonerou a folha quando exonerou mais de 400 postos de trabalho.

A respeito das acusações de nepotismo, o prefeito explicou que não existem sobrinhas suas fazendo parte da administração. Mas confirmou que tem alguns parentes trabalhando nas secretarias do município. A própria esposa é secretária do Bem Estar Social, a cunhada comanda a pasta da Administração e a secretaria de Saúde é gerenciada pelo genro.

O prefeito explicou que cargo de secretário não se caracteriza como nepotismo e que isso existe em todo o lugar. “Nepotismo é nomear uma pessoa para um cargo qualquer, só para receber um salário. Uma pessoal incompetente, que sequer trabalha”, colocou.

Ele apontou que o vereador Flávio Pereira, seu sobrinho, que foi para a secretaria de infra-estrutura trabalha das 6h às 18h, Dona Vera, que é sua cunhada, “é a secretária mais atuante e competente que Santa Rita já viu” e que seu genro, secretário de Saúde, “tem a atuação que todos conhecem”, mas ainda assim, não se caracteriza como nepotismo.

Pereira comentou que não teme perder o cargo e reclamou que a Câmara dos vereadores atropelou o curso normal. “Se eu cometo improbidade depois que apurar você vai ver minha transparência e austeridade com a coisa pública. Só quem pode tirar o cargo é o povo e pode tirar se eu praticar o que muitos prefeitos praticam por aí que é a improbidade”, conclui.

 

Marília Domingues / Pedro Callado