Rastro de pavor: Homem teve coração arrancado e exibido como exemplo de quem apoia milícias

Rastro de pavor: Homem teve coração arrancado e exibido como exemplo de quem apoia milícias

A disputa entre traficantes e milicianos pelo controle do Morro do Banco, no Itanhangá, Zona Oeste do Rio, tem deixado um rastro de pavor e sangue na comunidade. Segundo moradores, a guerra explodiu há pouco mais de três meses, quando um homem de 31 anos foi assassinado por bandidos ligados à facção Comando Vermelho (CV), que acusavam a vítima de envolvimento com os paramilitares. Na noite de segunda-feira, a polícia prendeu um dos chefões do pó na favela, Wilson Michael Costa Soares, o Gordão da VK.

Segundo testemunhas, o homem que foi executado há três meses havia sido a moto roubada perto da comunidade. Quando ele ligou para o próprio celular, bandidos do CV que tomaram o Morro do Banco dos milicianos exigiram R$ 5 mil para devolver o veículo e os pertences que tinham sido levados. Logo depois, ao chegar à favela para recuperar seus bens, a vítima do assalto, teria sido reconhecida por um traficante conhecido como Gavião e apontada como sendo da milícia.

Ele então foi morto a mando dos traficantes conhecidos como Flamengo e Carequinha, este último preso em maio. O corpo da vítima ainda foi mutilado. Bandidos arrancaram o coração do cadáver e exibiram na comunidade como exemplo aos que decidissem apoiar os milicianos. Já a moto roubada foi queimada.

"A milícia planejou vários ataques. Só que o Flamengo e o LC, que ainda comandam as bocas de fumo na região, usam a mata para fugir para o Borel, na Tijuca", contou um morador, sem se identificar.


 

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