PT é 'cada vez mais acessório' do governo de Dilma, diz Tarso Genro

PT é 'cada vez mais acessório' do governo de Dilma, diz Tarso Genro

Um dos principais nomes do PT no Rio Grande do Sul, Tarso Genro teceu críticas ao governo federal nesta quarta-feira (8) em sua conta no Twitter. O ex-governador gaúcho e ministro da Justiça e da Educação durante o governo Lula afirmou que o partido está "fora das decisões principais do governo" e "é cada vez mais acessório" na gestão da presidente Dilma Rousseff.

"É constatação sobre decisão da presidenta: PT está fora das decisões principais de governo. Que são as de corte político e econômico", escreveu o governador, para, logo depois, acrescentar: "Outra constatação, para o bem e para o mal: PT é cada vez mais acessório no governo. Não é nem consultado para medida dessa envergadura".

As críticas foram feitas um dia depois que o também petista Pepe Vargas decidiu deixar a Secretaria das Relações Institucionais, responsável pela articulação política do governo. A decisão foi motivada pela transferência das atribuições da pasta para o vice-presidente da República, Michel Temer. Pepe anunciou que assumir a Secretaria dos Direitos Humanos.

 

"Medidas extremas deste tipo, se não derem certo, geram uma crise muito maior do que aquela que a medida tenta resolver", opinou o ex-governador no Twitter, que no início deste ano transmitiu o cargo a José Ivo Sartori após ser derrotado na tentativa de reeleição ao Palácio Piratini.

Tarso se manifestou também sobre o projeto de lei que regulamenta contratos de terceirização. Na noite desta terça-feira (7), a Câmara dos Deputados aprovou tramitação em regime de urgência para o texto, o que permite que ele seja analisado pelo plenário sem precisar passar por comissões.

Criticada pelo PT e algumas centrais sindicais e defendida por empresários e outras centrais de trabalhadores, a matéria permite que empresas contratem trabalhadores terceirizados para exercer qualquer função. Atualmente esse tipo de contratação é permitida apenas para a chamada atividade-meio, e não atividade-fim da empresa.

"Terceirização já existe. O que está se instalando é o reino da precariedade e da intermitência nas relações de trabalho. É de pasmar", escreveu Tarso.

 
 
 
 
 

G1