PSB lança nome para comandar Senado, mas deve apoiar peemedebista

PSB lança nome para comandar Senado, mas deve apoiar peemedebista

A liderança do PSB no Senado divulgou há pouco comunicado informando que o senador Antonio Carlos Valadares (SE) será o candidato do partido à Presidência da Casa, nas eleições do próximo domingo (1º de fevereiro), caso o PMDB não resolva logo quem irá para a disputa. Ontem (terça, 27), chegou-se a cogitar o nome da líder do PSB, Lídice da Mata (BA), para representar a legenda na disputa, mas a decisão ficou para esta quarta-feira (28). Assinam o comunicado os seis senadores que a sigla terá na nova legislatura (2015-2018) – além de Valadares e Lídice, João Capiberibe (AP), Romário (RJ), Fernando Coelho (PE) e Roberto Rocha (MA).

Para justificar a decisão, o PSB diz que o PMDB, “na condição de maior partido da Casa”, teria a prioridade na indicação para o posto, em razão dos critérios de proporcionalidade, mas não o fez. Extraoficialmente, Renan Calheiros (AL), titular do cargo no último biênio, representaria os peemedebistas no pleito. E, segundo informações de bastidor, teria franco favoritismo em relação a quem viesse a lançar candidatura – até ontem (terça, 28), quando o também peemedebista Luiz Henrique da Silveira (SC) anunciou que está no páreo e começou a arregimentar apoiamentos, principalmente entre os senadores de oposição. Aliás, apenas ele e Valadares formalizaram candidatura até o momento – a segunda, ainda pendente de confirmação. Pesa contra Renan, no entanto, as menções ao seu nome entre os investigados pela Operação Lava Jato, acusações que ele nega.

Ontem (terça, 27), após um dia de reuniões, Lídice e seus correligionários resolveram respeitar não só o critério da maioria – maior partido do Senado, o PMDB tem 19 senadores – na indicação para a Presidência, mas também o desejo de apoiar um senador que acatasse suas propostas para a Casa – entre elas a votação de um projeto de reforma política e a retomada das discussões em torno de um pacto federativo “que fortaleça estados e municípios”. Luiz Henrique já se manifestou favorável a ambas, o que pode representar o apoio do PSB para sua candidatura, com a consequente desistência de Valadares.
 
Com a indefinição da bancada do PMDB, especificamente de Renan Calheiros, alega o PSB, as propostas do candidato oficial não são conhecidas. Como lembram os peessebistas, o eleito comandará também o Congresso Nacional. “Coerentes com a posição de independência aprovada pela Direção Nacional do Partido, a bancada socialista não pode aceitar esse processo e defende que os candidatos e suas propostas sejam apresentados com a antecedência necessária para o saudável e democrático debate político, não só entre os senadores e os partidos políticos, mas, principalmente, com a sociedade brasileira”, diz trecho do comunicado.
 
O PSB defende ainda a reforma tributária e mudanças no regimento interno do Senado, com vistas a democratizar a Casa e aumentar a participação de todos os senadores nas comissões temáticas. O objetivo, diz o partido, é romper “a atual centralização e concentração de poderes nas mãos de um seleto e reduzido grupo, que por cerca de duas décadas se revezem no poder”. Trata-se de um recado ao grupo formado por Renan Calheiros e José Sarney (PMDB-AP), que já comandou o Senado por quatro vezes.
 
 
 
 
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