PSB divulga nota defendendo jornalistas após denúncias feitas contra o PSDB

PSB divulga nota defendendo jornalistas após denúncias feitas contra o PSDB

A coligação "A Força do Trabalho" se posicionou oficialmente após a polêmica que foi gerada em função da coletiva de imprensa onde acusou e mostrou, o que considerou provas para a 'compra de prefeitos' por parte do PSDB.

A nota defende os jornalistas Célio Alves e Sales Dantas do que a coligação considerou ataques violentos e covardes:

Confira a nota na íntegra:

 

A Coligação A Força do Trabalho vem a público reafirmar a perplexidade, a indignação e a preocupação com as evidências, registradas nítida e abertamente em conversa telefônica, da existência de um inaceitável esquema de compra de agentes políticos nas eleições deste ano na Paraíba, já tão violentada com práticas semelhantes em campanhas passadas.

A gravação de uma conversa com o prefeito Cícero Francisco, de Caiçara, deixando claro que esperava muito mais do que amizade ao prometer adesão ao grupo do candidato do PSDB, é o mapa, por enquanto, mais bem desenhado daquilo que está a acontecer no submundo da política que alguns tantos praticam neste estado.  

Conversa essa que o próprio prefeito não teve coragem de vir a público para dizer que não travou. E que a assessoria jurídica da coligação do candidato do PSDB, cuja ficha já exige atenção, não conseguiu confrontar de frente, preferindo esconder-se por trás da forma por medo e incapacidade absoluta de enfrentar o conteúdo.

O mundo jurídico sabe que a primeira artimanha de um advogado diante de um crime consumado é tentar desqualificar as provas, fazendo com que a atenção ao objeto principal seja desviada. Mas nem o povo nem a Justiça da Paraíba são ingênuos e manipuláveis ao ponto de engolir qualquer resposta.

A cronologia dos fatos sugerem que elas sejam dadas de forma clara. Líder do governo na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Hervázio Bezerra (PSB) recebeu no dia 18 inúmeras informações de cidadãos de Caiçara informando que o prefeito havia “se vendido para Cássio”.

 

No dia 21, em encontro casual, o deputado comunica o fato para o jornalista Sales Dantas, que resolveu investigar o caso. O prefeito, diante da abordagem de Sales Dantas, que se apresentou como pessoa ligada ao senador Cássio Cunha Lima adotando nome fictício, revelou, de forma clara e objetiva, que ele, o vice e mais quatro vereadores estavam se vendendo e querendo marcar encontro com o senador para bater a foto. Vinte e quatro horas depois, o prefeito Cícero Francisco aparece ao lado de Cássio Cunha Lima confirmando a adesão, cena fartamente registrada pela mídia.

 

O que se vai querer saber é por que o senhor Cícero Francisco assentiu positivamente, como se pode identificar na conversa, ao recebimento de valores entre 200 e 600 mil reais, em favor da adesão política ao grupo do candidato de ficha questionável. O que se vai querer saber é por que o senhor Cícero Francisco deixou transparecer que estava tratando de um acordo financeiro previamente combinado com os personagens citados na conversa.

É isso que incomoda aqueles que já tiveram que deixar o mandato sob a condenação de abuso do poder político e econômico. Obrigando-os a escalar representantes da mídia tucana para atacar covarde e violentamente as figuras que se dispuseram, ao lado dos advogados, de cara e peito abertos, a combater essa chaga, a exemplo dos radialistas Célio Alves, atual coordenador geral da campanha Coligação A Força do Trabalho, e Sales Dantas, este último responsável por flagrar aquilo que estava a ocorrer sob a escuridão.

A ambos a solidariedade do eleitor paraibano que não quer ver agentes políticos vendendo o voto do cidadão como se fosse mercadoria privada, garroteados pela força da grana daqueles para quem a “vontade do povo” deve ser comprada, e não conquistada pela força do trabalho. E a certeza alentadora de que a Polícia Federal, o Ministério Público Eleitoral e a Justiça deste Estado não permitirão que as eleições deste ano na Paraíba se transformem num grande feirão, onde o povo, lamentavelmente, não tem o direito de entrar pra escolher.  

 


Redação com Assessoria