Protestos marcados para o dia da abertura da Copa preocupam Forças Armadas

Protestos marcados para o dia da abertura da Copa preocupam Forças Armadas

Os protestos marcados para esta quinta-feira, no Rio, dia da abertura da Copa do Mundo e da estreia do Brasil na competição preocupam as Forças Armadas. Apesar disso, os militares devem acompanhar a distância a movimentação nas ruas. Uma expressão usada no futebol pode ser aplicada no caso: os militares prometem ficar apenas no banco de reservas e só devem entrar em campo, se as forças estaduais de segurança não conseguirem manter o controle. Foi o que afirmou o major Marco Ferreira, do Exército, chefe da Comunicação do Centro de Coordenação de Defesa de Área (CCDA), montado no prédio do Comando Militar do Leste (CML). O militar garantiu que a ordem é só intervir em caso de colapso na segurança pública. O CCDA controla a segurança da Copa no Rio.

— Nosso foco não são as manifestações, mas garantir a lei e a ordem. Nas manifestações, a primeira linha de frente de defesa é formada pela segurança pública. Nós só entramos se houver necessidade e o protesto fugir do controle. Nesse caso, o governo do estado solicita à presidente da República o emprego das Forças Armadas dentro dos limites da lei específica — afirmou o major Marco.

No Rio, as manifestações estão sendo programadas pelos movimentos sociais e grupos contrários à realização da Copa no país. São dois protestos marcados para acontecer em horários e em pontos diferentes da cidade.

O major do Exército disse que depois do incidente com o ônibus que transportava a seleção brasileira, do Rio para Teresópolis, no dia 26 de maio — o veículo foi cercado, empurrado, com muitos tapas na lataria e "enfeitado" ainda com dezenas de adesivos com a frase "não vai ter Copa" — a presidente Dilma Rousseff pediu aos militares um reforço na segurança das delegações.

— O cenário mudou depois daquele dia. A presidente Dilma Rousseff ofereceu aos estados-sedes um reforço de militares das Forças Armadas. Ao Rio e às outras cidades-sedes. Nós, das Forças Armadas, já estamos atuando — afirmou o major.

O GLOBO entrou na sala de comando do CCDA que funciona no novo andar do prédio do Comando Militar do Leste, no Centro. Protegido de ataques de hackers, equipamentos de informática trabalham interligados. Há dezenas de computadores, telões e painéis monitorando tudo que acontece na cidade, em tempo real. Militares compartilham dados ao lado de policiais federais, civis e militares 24 horas por dia. Os deslocamento de autoridades e das delegações também estão sendo acompanhadas do local.

 

GLOBO