Promotor denuncia 56 acusados de envolvimento com tráfico na Paraíba

Promotor denuncia 56 acusados de envolvimento com tráfico na Paraíba

MP aponta aliciamento de vendedores de rede para transportar droga.
Investigação da PF durou um ano e meio.

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) denunciou 56 acusados de envolvimento em uma rede interestadual de tráfico de drogas que aliciava vendedores de redes no município de São Bento, no Sertão paraibano. Segundo a Polícia Federal, a investigação durou um ano e meio.

Vários mandados de prisão e busca e apreensão da operação Passaguá foram cumpridos em dezembro de 2014.
Segundo a PF, os criminosos abasteciam a região de Campina Grande e o Sertão do estado. A droga que chegava à Paraíba vinha de Foz do Iguaçu, no Paraná, e do Mato Grosso do Sul. Em uma das ações policiais, 60 mil pés de maconha foram encontrados em Riacho dos Cavalos, no Sertão paraibano. Em março do ano passado, mais de 130kg de maconha foram encontrados em um caminhão de redes.

Segundo a polícia, um dos núcleos do grupo era sediado em Campina Grande e coordenava a distribuição de drogas nos bairros Jeremias, Pedregal, Monte Santo, Malvinas e Bodocongó. A organização comandava o tráfico na cidade, associada a grupos de São Bento, Foz do Iguaçu e São Paulo.

"Tal dinâmica, utilizada por este núcleo criminoso, é bem conhecida pela polícia: os donos da droga vão ao local onde a compra é efetuada (Foz do Iguaçu), reúnem-se pessoalmente para acertarem os detalhes do preço, transporte e pagamento, aguardam a 'mula' iniciar o deslocamento e depois retornam, por outros meios de locomoção, para o destino final da droga com a finalidade de aguardar a chegada da 'mula' e iniciar a revenda dos produtos ilícitos", assinalou o promotor Antônio Barroso Pontes Neto.

O promotor ainda destaca que ficou comprovado que o grupo criminoso adotava uma série de medidas para dissimular as atividades ilícitas, tentando impedir o rastreamento das ações. Entre elas estão a ocultação de drogas em cargas, utilização de compartimentos preparados para o transporte de drogas em veículos, utilização de contas bancárias de terceiros para recebimento dos lucros provenientes do tráfico e, segundo a interceptação telefônica, a utilização de linguagem codificada para dificultar o entendimento das autoridades sobre as drogas negociadas.

Na denúncia, o MPPB aponta a existência de grupos que chefiavam a distribuição das drogas, um deles comandado por um vereador de São Bento. Os vendedores de redes eram aliciados para transportar os entorpecentes para o resto do país. Cocaína era trazida para a Paraíba vindo de São Paulo e do Paraná, a maconha viria de Pernambuco e Bahia. Ao chegar em São Bento, toda a droga era repassada para Campina Grande e cidades do Rio Grande do Norte, Maranhão e Ceará.

"Diante de todo o exposto, restou demonstrada, irrefutavelmente, a existência de grupo organizado, de forma estável e permanente, voltado para obtenção de lucro mediante a comercialização de drogas na cidade de Campina Grande e circunvizinhança, provenientes de outros estados da federação", conclui o promotor.

 

 



Fonte Do G1 PB