Programa Minha Casa, Minha Vida vai ficar mais caro para baixa renda

Programa Minha Casa, Minha Vida vai ficar mais caro para baixa renda

O governo federal vai encarecer o custo para famílias de baixa renda adquirirem imóvel pelo Minha Casa, Minha Vida, com a criação de uma faixa intermediária no programa. O anúncio feito nesta quinta-feira (10) pelo Ministério das Cidades dá conta que essa nova faixa tem por objetivo atender famílias com renda entre R$ 1.800 e R$ 2.350, com juros de 5% ao ano.  O governo também anunciou a elevação da taxa de juros cobrada das faixas mais altas do programa habitacional e a ampliação da renda máxima para aderir ao programa, que passará de R$ 5 mil para R$ 6,5 mil.

De acordo com nota divulgada pelo Ministério das Cidades, o valor limite de renda para se beneficiar da faixa que oferece casas totalmente subsidiadas pelo governo passará de R$ 1,6 mil para R$ 1,8 mil. 

O programa tem dois segmentos. No primeiro, chamado faixa 1, a família com renda até R$ 1,6 mil recebia um subsídio direto do governo para a compra do imóvel, o que deixava o valor da prestação em até R$ 80 por mês. Mas essa faixa sofreu alteração, sendo dividida em duas. Uma faixa para as famílias que ganham até R$ 800, que vão continuar pagando até R$ 80; e outra para renda acima deste valor e até R$ 1,8 mil. Neste caso, os mutuários vão pagar entre 10% e 20% do rendimento, o que pode elevar a prestação para até R$ 360.

De acordo com matéria da Folha, as famílias com renda até R$ 800, que contam com subsídio do Tesouro, dificilmente vão conseguir comprar imóveis nessa modalidade do programa, porque o governo não tem recursos para bancar o benefício.

Estima-se que, só em 2016, seja necessário pagar R$ 8 bilhões a essas companhias pela construção de casas subsidiadas já contratadas. Na prática, essa modalidade estará congelada até que novos recursos sejam destinados para o programa.

No segundo segmento, estão as faixas 2 e 3, que compreendem famílias que ganhavam entre R$ 1,6 mil e R$ 5 mil. Para esse público, o governo entrava com um subsídio menor - até R$ 25 mil por imóvel, a depender da faixa de renda do beneficiado.

Agora, o governo inseriu quem ganha até R$ 2.350 nesta modalidade do programa, na qual a prestação inclui pagamento de juros. O comprador precisa pegar um empréstimo no banco para pagar o imóvel, com juros baixos (5% ao ano), por serem recursos do FGTS.

Para quem ganha até R$ 2.350, o teto para as famílias subiu para R$ 6,5 mil e o subsídio passou para até R$ 45 mil.

O valor que o governo arca para reduzir a prestação é reduzida conforme maior seja a renda da família. O restante do valor do imóvel será pago com empréstimo pego pelo comprador que terá juros entre 5% e 8%, dependendo da renda. Nas regras antigas, o valor da prestação ficava em torno de R$ 400, mas com as mudanças deverão subir.

 

 

 

IG