Procuradoria do México confirma execução de 43 estudantes

Procuradoria do México confirma execução de 43 estudantes

A Procuradoria Geral da República do México confirmou nesta terça-feira (27) que os 43 estudantes da Escola Normal Rural Ayotzinapa, no estado de Guerrero, desaparecidos há quatro meses, foram executados e incinerados.

 

Em uma entrevista coletiva, o procurador-geral da República do país, Jesús Murillo Karam, disse que não há dúvidas sobre a morte dos jovens.

 

Os estudantes foram levados no dia 26 de setembro do ano passado, quando se organizavam para participar de um protesto. Eles teriam sido levados por grupos de traficantes e policiais.

Cerca de cem mil pessoas protestaram ontem nas ruas da capital do México para exigir o regresso, em segurança, dos 43 estudantes desaparecidos, depois de as autoridades terem detidos os principais suspeitos. O sumiço dos jovens desencadeou uma onda de indignação e uma crise para o presidente Enrique Peña Nieto.

Depois de um mês de fuga, José Luis Abarca, o ex-prefeito de Iguala, no Sul do México, e sua mulher, Maria de Los Angeles Pineda, foram detidos na terça-feira. A polícia espera que a captura possa oferecer pistas sólidas sobre o paradeiro dos estudantes desaparecidos há quase seis semanas, pois os dois são suspeitos de terem ordenado um ataque policial contra os jovens.

Na noite de 6 de setembro, seis pessoas morreram, 25 ficaram feridas e os 43 alunos desapareceram. Segundo as autoridades, policiais municipais abriram fogo contra os estudantes e os entregaram ao cartel Guerreros Unidos. De acordo com a investigação, o líder do grupo, Sidronio Casarrubias, ordenou o desaparecimento dos jovens por acreditar que eram membros dos Los Rojos, um grupo criminoso rival.

 
 
 
 

EBC